01 - Oportunidades para a mulher através da livre escolha reprodutiva
Equipe Editorial Bibliomed
No mundo inteiro, as mulheres têm esperanças quanto ao futuro: uma vida melhor para si
próprias, instrução e prosperidade para seus filhos e segurança para suas famílias.
Para superar a pobreza, falta de instrução e o limitado controle que têm sobre suas
próprias vidas, obstáculos estes freqüentes à realização de suas esperanças,
fazem-se necessárias várias mudanças sociais e econômicas. Mas as mulheres conseguem
dar um grande passo à frente quando tomam suas próprias decisões reprodutivas, seja com
relação ao casamento, sexo, procriação e anticoncepção.
A grande maioria das mulheres deseja controlar sua própria fecundidade. O uso crescente
de anticoncepcionais em quase todos os países em desenvolvimento demonstra que a mulher,
hoje em dia, realmente quer planejar sua gravidez. Muitas outras mulheres desejam espaçar
ou limitar o número de filhos, porém não usam anticoncepcionais. Também os abortos,
praticados em números cada vez maiores e, freqüentemente, de forma ilegal e perigosa,
atestam a intenção da mulher de controlar sua própria fecundidade.
Como essa escolha reprodutiva pode melhorar a vida da mulher? A decisão sobre o rumo que
se deseja dar à própria vida é uma afirmação da dignidade fundamental do ser humano.
Portanto, o planejamento familiar é um direito humano básico, mesmo se nem todas as
mulheres possam ainda exercê-lo. Além disso, quando a mulher determina a época e o
número de filhos que deseja ter, ela assume o controle sobre o seu próprio bem-estar
físico, emocional e econômico e, por conseqüência, contribui ao de seus filhos.
Saúde. Mais de meio milhão de mulheres morrem a cada ano por razões ligadas à
gravidez. Muitas dessas mortes seguem-se a uma gravidez indesejada, pois entre 20% e 40%
resultam de abortos feitos incorretamente. Se uma mulher deseja evitar a gravidez, o uso
de anticoncepcionais permite evitar os riscos da gravidez e parto e de um aborto feito em
condições perigosas.
Planejamento. Ao escolher quando deseja procriar e quantos filhos deseja, a mulher
está na verdade, decidindo como deseja passar a maior parte de sua vida, ou seja, se vai
continuar a estudar, se quer dar maior atenção aos filhos que já tem, como atender
melhor às necessidades de seu próprio lar, talvez obter uma renda extra que lhe permita
oferecer maior prosperidade à sua família, ou até contribuir mais à comunidade onde
vive ou à sociedade como um todo. Existem vários estudos comparativos que demonstram
que, nos países onde o uso de anticoncepcionais é maior do que a média, os períodos de
procriação das mulheres começam mais tarde e terminam mais cedo, as proles são menores
e as mulheres passam menos tempo cuidando de crianças. É verdade que somente a decisão
de controlar sua fecundidade não garante novas oportunidades à mulher. Mas lhe permite
tirar partido dessas oportunidades, buscando novos recursos para o bem estar geral de sua
família.
Como os programas de planejamento familiar podem ajudar?
Basicamente, os programas desse tipo ajudam as mulheres a evitar uma gravidez não
desejada. Se forem bem concebidos e de alta qualidade, os programas de planejamento
familiar podem ajudar também, quando oferecem serviços que permitem às mulheres atender
outras necessidades. Eles podem:
• Dar exemplos de como tratar as mulheres com dignidade, de como valorizar suas
opiniões e respeitar suas decisões;
• Oferecer outros serviços anticoncepcionais e de saúde reprodutiva, para
satisfazer necessidades comuns, porém importantes, tais como o tratamento de doenças
transmitidas sexualmente ou a oferta de serviços aos jovens, por exemplo;
• Influenciar a percepção do público sobre o papel da mulher, mostrando, através
dos meios de comunicação de massa, exemplos de como a mulher pode agir com coragem,
assumir responsabilidades e ter sucesso ao cumprir novos papéis;
• Dar oportunidades práticas e estímulo às mulheres para que discutam com seus
parceiros sexuais antes de tomar decisões sobre reprodução e saúde;
• Estimular os homens a compreender melhor as necessidades de saúde reprodutiva,
tanto suas quanto das mulheres, a participar na tomada de decisões reprodutivas e a
assumir maior responsabilidade quanto à saúde reprodutiva, ao uso de anticoncepcionais e
ao bem-estar geral de suas famílias;
• Empregar mulheres como profissionais na área de planejamento familiar, tratá-las
eqüitativamente e oferecer-lhes oportunidades de liderança.
Ao contar com a assessoria e a participação das mulheres a quem serve, um bom programa
de saúde reprodutiva pode ajudá-las a melhorar sua qualidade de vida, bem como a de suas
famílias e de suas comunidades.
Population Reports is published by the Population Information Program, Center for Communication Programs,
The Johns Hopkins School of Public Health, 111 Market Place, Suite 310, Baltimore,
Maryland 21202-4012, USA
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