Pílula Anticoncepcional e Câncer

Equipe Editorial Bibliomed

Alessandro Loiola. . Introdução. . Os anticoncepcionais orais (ACOs) são, disparadamente, o método mais utilizado pelos casais que desejam uma abordagem contraceptiva reversível - estima-se que os ACOs sejam usados por mais de 90 milhões de mulheres no mundo todo. Sempre houve uma certa dose de preocupação com respeito à associação entre neoplasias e ACOs, mas quais são estas associações e exatamente que cuidados devem ser observados?. . As formulações dos ACOs mudaram dramaticamente desde que o primeiro foi introduzido no mercado, em 1960, contendo altas doses de noretinodrel (progestina) e mestranol (estrogênio). Há alguns anos, progestinas de terceira-geração (desogestrel e gestodene) foram incorporadas aos ACOs para reduzir os efeitos colaterais androgênicos e metabólicos. Estas novas pílulas não afetam tanto a glicemia, a insulinemia e a lipidemia. A androgenicidade associada às antigas progestinas também relacionava-se a alterações adversas como ganho ponderal, hirsutismo, alterações do humor e ansiedade, mas estes problemas foram solucionados nas novas combinações disponíveis no mercado.. . Cerca de 35 anos após os primeiros contraceptivos orais terem sido lançados, muita coisa mudou - mas velhos mitos persistem, arraigados em concepções com fraca sustentação científica. Este artigo objetiva esclarecer o Clínico Geral e o Médico da Família - bem como ...

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