Doença pulmonar obstrutiva crônica mata cerca de 85 brasileiros por dia
23 de novembro de 2008
Equipe Editorial Bibliomed
Equipe Editorial Bibliomed
23 de novembro de 2008 (Bibliomed). Durante os cinco dias do Congresso Brasileiro de Pneumologia e Tisiologia, realizado entre os dias 21 e 25 de novembro, provavelmente 425 brasileiros morreram vítimas de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Esse índice corresponde à média diária de 85 óbitos no Brasil por causa de asma grave, enfisema pulmonar e bronquite crônica.
A DPOC é a nova nomenclatura para classificar a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. Segundo o Consenso Brasileiro de DPOC, discutido durante o congresso, a doença afeta cerca de 5,5 milhões de pessoas no país. E dados da Organização Mundial de Saúde revelam que ela atinge cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo – uma morte a cada 11 segundos –, o que a posiciona como uma das principais causas de mortes.
Fumantes e ex-fumantes, principalmente acima dos 40 anos, representam 90% dos pacientes. E, por seu caráter progressivo, a doença pulmonar pode se manifestar mesmo em quem já abandonou o cigarro. Além do tabagismo, outras causas comuns são: exposição à poluição, poeira, combustíveis domiciliares, além de características genéticas.
A lesão pulmonar causada pela condição é irreversível e pode trazer dificuldades para o paciente, até mesmo para a realização de tarefas rotineiras como tomar banho, caminhar, conversar e alimentar-se. Porém, com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível controlar os sintomas e proporcionar ao paciente uma melhor qualidade de vida.
De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, Dr. Antônio Carlos Lemos, a DPOC é uma doença silenciosa durante muitos anos. “Os pulmões têm uma grande reserva funcional, de modo que a falta de ar só começa a aparecer quando o indivíduo já perdeu 40% a 50% de sua capacidade pulmonar. Vem daí a importância do teste de função pulmonar. A doença detectada mais precocemente pode ser mais facilmente tratada e pode-se interromper sua progressão”, explica.
O primeiro passo é eliminar ou reduzir a contínua irritação pulmonar. Há tratamentos farmacológicos capazes de ajudar a tratar a DPOC e a controlar os principais sintomas; assim como terapias complementares, como o programa de exercícios de reabilitação pulmonar e a oxigenoterapia, que ajudam a diminuir os sintomas da doença, tornando o dia-a-dia mais fácil, e a prevenir complicações dos pacientes em estado grave.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Press release enviado em 18 de novembro de 2008.
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