Avaliação do consumo da cafeína no desenvolvimento da hipertensão
03 de abril de 2002
Equipe Editorial Bibliomed
Equipe Editorial Bibliomed
03 de Abril de 2002 (Bibliomed) - Devido ao fato do consumo de café e outras bebidas cafeinadas promover um aumento sutil e transitório na pressão arterial achava-se que o consumo crônico da mesma era capaz de induzir a ocorrência de hipertensão crônica, mas segundo pesquisadores do Johns Hopkins University School of Medicine em Baltimore, Maryland, esta ligação não é significativa. Segundo os pesquisadores, o consumo de café parece apresentar um pequeno efeito a longo prazo sobre a pressão arterial, mas isto não significa que na verdade aumente o risco de desenvolvimento de hipertensão.
Parece que o sistema cardiovascular guarda a capacidade de se adaptar, de alguma forma, ao consumo de café, já que após 4 a 5 dias de consumo o efeito da cafeína sobre a freqüência cardíaca e pressão arterial se torna menor, apesar de persistir.
Os pesquisadores analisaram o consumo de café e a pressão arterial de mais de 1000 estudantes de medicina ao longo de três décadas para determinar se o consumo de café apresentava efeitos a longo prazo sobre a pressão arterial. Após levar em consideração outros fatores de risco como tabagismo, ingestão de álcool, história familiar, peso corporal e exercícios, a equipe não encontrou ligação significativa entre o consumo de café e a hipertensão crônica.
Estudos anteriores relacionaram o consumo de café com pior controle da pressão arterial entre hipertensos. Este estudo não foi projetado para verificação desta hipótese, mas os pesquisadores, sobretudo o Dr. Michael J. Klag, orienta aos pacientes hipertensos a abstinência de café e outras bebidas contendo cafeína por duas semanas. Se, após este tempo, a abstinência mostrar algum efeito sobre a pressão arterial, ele recomenda abstinência permanente. Do contrário, o paciente pode continuar consumindo seu cafezinho sem aparente prejuízo ao controle de sua pressão arterial.
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