Distúrbios do sono são mais comuns em estudantes de ensino superior
08 de janeiro de 2002
Equipe Editorial Bibliomed
Equipe Editorial Bibliomed
Belo Horizonte, 08 de Janeiro de 2002 (Bibliomed). Devido ao estilo de vida próprio que adotam, estudantes de ensino superior tendem a apresentar vários tipos de distúrbios do sono, em uma incidência de praticamente o dobro da população em geral.
A má qualidade do sono já foi ligada anteriormente a problemas incluindo tensão, depressão e possivelmente piora da performance acadêmica. Pesquisadores da Lousiana Tech University em Ruston, Louisiana, liderados pelo Dr. Walter C. Buboltz, professor de psicologia, tentaram definir a prevalência de distúrbios do sono entre estudantes universitários.
Os pesquisadores fizeram um levantamento da quantidade e qualidade do sono entre 191 estudantes na instituição Louisiana Tech. Os resultados foram publicados no Journal of American College Health.
Os pesquisadores encontraram uma prevalência de 15% de má qualidade de sono entre os estudantes, comparado a uma prevalência de apenas 9% entre adultos, em estudos anteriores. Além disto, aproximadamente 75% dos estudantes relataram problemas ocasionais com o sono, e apenas 11% dos estudantes se consideravam como tendo uma boa qualidade de sono.
Entre os problemas relatados pelos estudantes estão insônia, facilidade para cair no sono e sonambulismo. Mais da metade dos estudantes também disse que se sentiam cansados pela manhã.
Os estudantes relataram, em geral, que dormiam em média 8 horas por dia durante a semana, o que é considerado suficiente para adultos. Mas o Dr. Bulboltz observa que a qualidade do sono é mais importante do que a quantidade de horas dormidas. Uma preocupação dos pesquisadores é se estes jovens, que apresentam estas taxas assustadoras de problemas de sono, irão preservar estes problemas durante a vida.
Os pesquisadores recomendam estratégias simples para garantir uma boa higiene no sono, como dormir e despertar sempre no mesmo horário, dormir em ambiente tranqüilo, longe de fontes de ruído, evitar consumo de substâncias estimulantes à noite, entre outras medidas.
Bulboltz também questiona a necessidade de se deixar os currículos escolares tão rígidos em termos de horário. Ele sugere que os administradores escolares forneçam alternativas, com aulas à tarde e à noite, já que são estes os períodos em que os jovens estão mais alertas.
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