Spray de Bactérias Reduz a Taxa de Infecção em Crianças Sob Alto Risco de Otite Média Aguda
30 de janeiro de 2001
Equipe Editorial Bibliomed
Equipe Editorial Bibliomed
WESTPORT, CT (Reuters Health) – Em crianças propensas a otite média aguda, um spray nasal com estreptococos alfa parece inibir o crescimento de otopatógenos comuns e proteger contra a otite média recorrente, de acordo com um artigo publicado no British Medical Journal.
O Dr. Kristian Roos do Lundby Hospital em Gothenburg, Suécia, e colaboradores verificaram o impacto do uso de spray nasal de estreptococos alfa sobre a incidência de otite média recorrente selecionando aleatoriamente 108 crianças propensas à otite média, com idade entre 6 meses e 6 anos, para receber spray nasal de estreptococos ou placebo.
Após receber um tratamento de 10 dias de duração com amoxicilina-ácido clavulânico, as crianças receberam o spray nasal selecionado por 10 dias. O tratamento com spray nasal foi repetido no 60º dia do estudo.
Após 3 meses, os autores encontraram que 42% das crianças que receberam estreptococos estavam saudáveis, com uma membrana timpânica normal, taxa significativamente maior do que os 22% das crianças que receberam placebo. Esta diferença foi significativa também para recorrências de otite média aguda e otite média secretória.
“A maioria dos antibióticos utilizados para tratar infecções do trato respiratório superior apresentam um impacto sobre a flora bacteriana normal, incluindo os estreptococos alfa dominantes,” observam os pesquisadores. “Como estas bactérias fazem parte da defesa natural do corpo, o tratamento com antibióticos elimina este tipo de sistema de defesa e assim facilita a colonização com bactérias patogênicas.”
“A redução no número de recorrências após tratamento com estreptococos alfa parece ser baixa, mas como as crianças propensas a otite são consumidoras assíduas de antibióticos, o impacto sobre o desenvolvimento de resistência a antibióticos entre os patógenos causadores de otite média neste grupo de crianças pode ser considerável,” conclui a equipe do Dr. Roos.
BMJ 2001;322:210-212
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Sinopse preparada por Reuters Health

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