Episódio Precoce de Otite Média Aguda Prevê a Ocorrência de Otite Média Persistente com Efusão

22 de agosto de 2000
Equipe Editorial Bibliomed

WESTPORT, (Reuters Health) – Uma história de otite média aguda no primeiro ano de vida é um determinante significativo de otite média uni ou bilateral com efusão (OME), relatam pesquisadores holandeses. Outros fatores associados ao risco aumentado de OME persistente são não ter história de adenoidectomia e ocorrência de OME bilateral entre os meses de junho e novembro.

Ao longo de um período de 3 meses, os Drs. F. A. M. Van Balen e R. A. de Melker monitoraram 433 crianças com suspeita de OME bilateral persistente sob forma de visitas domiciliares. Os critérios de seleção incluíram perda auditiva subjetiva ou objetiva, distúrbios da fala e linguagem, respiração ou roncos bucais, história familiar de otite média ou um episódio de otite média aguda nas últimas 6 semanas.

Na ausência de infecções do trato respiratório, “os fatores determinantes de OME persistente foram: falta de história de adenoidectomia, um episódio de otite média aguda no primeiro ano de vida, e o mês de entrada no estudo”, eles relatam no The Journal of Family Practice.

À luz destes resultados, os Drs. Van Balen e de Melker recomendam uma conduta expectante quando estiverem ausentes os determinantes da OME. Crianças que apresentem estas características, contudo, necessitam de avaliação mais cuidadosa.

“Se nós formos capazes de distinguir aquelas crianças que necessitam de tratamento adicional e aquelas nas quais a OME é uma reação fisiológica à infecções do trato respiratório superior, o tratamento excessivo e os custos podem ser em grande parte reduzidos”, concluem os pesquisadores.

Em um editorial adjacente, o Dr. Larry Culpepper da Boston University em Massachusetts observa que dois avanços principais são fornecidos pelo estudo. O primeiro é a escolha de critérios de seleção que usam “caracteres clínicos”. O segundo é a identificação de fatores adicionais que aumentam a probabilidade de OME persistente.

O Dr. Culpepper sugere que “apesar do poder discriminatório destes fatores ser baixo, estes itens e o critério de inclusão podem ser importantes e possivelmente fatores discriminatórios na população geral de crianças que procuram médicos da família e pediatras”.

J Fam Pract 2000;49:605-613.

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Sinopse preparada por Reuters Health

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