Hemorragia digestiva alta é fator de maior mortalidade em pacientes com síndrome coronariana aguda

29 de junho de 2012
Equipe Editorial Bibliomed

29 de junho de 2012 (Bibliomed). A utilização ampla de revascularização e terapia antitrombótica em pacientes com síndrome coronariana aguda (SCA) é associada com um risco substancial de hemorragia, principalmente relacionada às punções arteriais, que podem levar a um pior prognóstico.

Em uma nova pesquisa publicada na revista International Journal of Cardiology, de 7240 pacientes com SCA, 64 (0,9%) desenvolveram hemorragia digestiva alta (HDA). Não houve diferença significativa, entre os grupos, na prevalência de diabetes e outros fatores de risco, estratégia de revascularização ou a utilização de inibidores da bomba de prótons. Pacientes com HDA sofreram mais de insuficiência renal e disfunção ventricular esquerda e foram mais frequentemente tratados com tienopiridinas (89% contra 68%, p = 0,002) e inibidores da glicoproteína IIb/IIIa (39% contra 24%, p = 0,03). A combinação de heparina não fracionada (HNF) com inibidores da glicoproteína IIb/IIIa foi fortemente associada com HDA (OR: 2,87, IC 95% 1,66-4,97). Os pacientes que desenvolveram HDA tiveram uma taxa de mortalidade de 30 dias substancialmente maior (33% contra 5%, p <0,001).

A hemorragia digestiva alta em pacientes com SCA está associada com uma mortalidade marcadamente aumentada. Doença dispéptica prévia e a utilização de terapia antiplaquetária combinada, especialmente em conjunto com a heparina, são fatores de risco fortes para esta complicação grave.

Fonte: International Journal of Cardiology, Volume 157, issue 3, 2012, Pages 386-390

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