Terapêuticas hipoglicemiantes e mortalidade específica por câncer em adultos diabéticos tratados com insulina
09 de maio de 2012
Equipe Editorial Bibliomed
Equipe Editorial Bibliomed
09 de maio de 2012 (Bibliomed). Tendo em vista a associação que existe entre tratamentos contra a diabetes e o risco de câncer, um estudo romeno apresentado no 15º Congresso Europeu de Endocrinologia avaliou a mortalidade específica do câncer em adultos diabéticos tratados com insulina.
Todos os pacientes que viviam em áreas urbanas, tinham mais de 40 anos e faziam tratamento com insulina foram incluídos no estudo na sua primeira consulta ambulatorial entre 01/01/2001 e 31/12/2008. Foi feito um acompanhamento de 11.366 pessoas (sendo 46,5% homens) para verificação de mortes por qualquer causa até 31/12/2010, através de uma conexão com a base de dados de mortalidade do Instituto Nacional de Estatísticas da Romênia. Os dados sobre mortalidade da população em geral foram obtidos da mesma forma, com base em atestados de óbito.
As receitas de medicamentos contra a diabetes estavam disponíveis em farmácias locais e instituições. Pacientes que foram acompanhados por menos de seis meses foram excluídos do estudo e foi feito um modelo de risco proporcional de Cox ajustado para sexo e idade.
A idade média dos pacientes foi 59.8±10.7 anos, com o tempo médio de acompanhamento de 6.75±2.98 anos. A taxa de mortalidade geral foi de 3.811 mortes, sendo que 531 falecimentos foram causados por câncer. Os cânceres mais frequentes foram pulmonar (17,7%), pancreático (12,6%), de fígado (12,1%), colorretal (11,3%), de mama (10,4%) e estômago (4,7%). As taxas ajustadas de risco para mortalidade de câncer (95%) foram: biguanidas 0.49 (0.35–0.68, P<0.001), sulfoniluréias 0.9 (0.64–1.26, P=0.54), insulina humana regular 1.17 (0.96–1.41, P=0.11), análogas regulares 0.74 (0.46–1.22, P=0.24), pré-misturas de insulina humana 0.85 (0.59–1.24, P<0.4), pré-misturas de análogas 0.91 (0.59–1.38, P<0.64), insulina humana de ação intermediária 0.82 (0.53–1.26, P=0.36), glargina 1.05 (0.64–1.74, P=0.84), e detemir 1.54 (0.75–3.15, P=0.24).
Os resultados encontrados levaram os pesquisadores a concluir que as biguanidas são a única escolha de tratamento de diabetes associada a um efeito estatístico significativo de proteção contra a mortalidade do câncer. Eles perceberam também que a exposição a análogas de ação prolongada não esteve associada a um aumento de mortalidade em pacientes tratados com insulina.
A pesquisa foi apresentada no 15º Congresso Europeu de Endocrinologia, que acontece entre os dias 5 e 9 de maio, em Florença, na Itália.
Fonte: 15º Congresso Europeu de Endocrinologia, 5 e 9 de maio de 2012, Florença, Itália.


