Incidência de cefaléias após lesões cerebrais traumáticas
15 de abril de 2011
Equipe Editorial Bibliomed
Equipe Editorial Bibliomed
15 de abril de 2011 (Bibliomed). As cefaléias são o sintoma mais comum entre pacientes que estão se recuperando de lesões cerebrais traumáticas. Para compreendê-las melhor, uma equipe de pesquisadores de Seattle (EUA) estudou o histórico, as características e impactos das cefaléia no primeiro ano após as lesões de 378 indivíduos. O novo estudo será apresentado na edição de 2011 da reunião anual da American Academy of Neurology, que acontece nos dias 9 a 16 de abril nos Estados Unidos.
Os cientistas fizeram um acompanhamento por telefone dos participantes, entrando em contato com eles 3, 6 e 12 meses após a lesão. 71% dos participantes eram homens, 75% caucasianos e tinham em média 43 anos de idade. 56% dos indivíduos sofreram a lesão em acidentes com veículos motorizados
Os resultados obtidos pela equipe mostram que após os acidentes causadores das lesões, a incidência de cefaléia aumentou e permaneceu alta durante o primeiro ano. Após 3 meses, 46% pacientes disseram sentir cefaléia. Aos 6 meses esse número foi de 43% e aos 12 meses 45% pessoas apresentaram os sintomas. Antes de sofrerem os acidentes, penas 17% dos participantes do estudo sofriam de cefaléias.
O impacto das dores foi medido usando como escala o Headache Impact Test-6, determinado pelos critérios da International Headache Society (IHS). De acordo com esse teste, o impacto das dores nos pacientes foi mais severo nos 33% dos indivíduos que apresentaram dores crônicas diárias. A medicação foi pouco efetiva nesses casos, funcionando melhor em pessoas que apresentaram dores de baixo impacto. 50% dos pacientes com impacto severo disseram que os medicamentos os ajudaram parcialmente, não conseguindo aliviar as dores em todas as ocasiões em que foram usados.
O estudo mostrou que as cefaléias são um grande problema entre pessoas se recuperando de lesões cerebrais traumáticas. A sugestão da equipe é que a classificação desses sintomas (de acordo com os padrões da IHS) pode ajudar os médicos a identificarem as dores rapidamente e também a definirem tratamentos mais eficazes.
Fonte: AAN Annual Meeting 2011, abstract [IN5-1.008].
Palavras chave: dores, após, lesões, meses, impacto, pacientes, traumáticas, cefaléias, cerebrais traumáticas, lesões cerebrais traumáticas, lesões cerebrais, cerebrais, cefaléia, estudo, 2011, mais, indivíduos, participantes, impacto dores, ano após,
Copyright © 2011 Bibliomed, Inc.
conteúdos relacionados
- Notícia / Publicada em 25 de fevereiro de 2013
Inflamação e degeneração da substância branca cerebral persistem por anos após lesão traumática do cérebro
- Notícia / Publicada em 2 de dezembro de 2012
Quais são as alterações estruturais do cérebro na enxaqueca?
- Notícia / Publicada em 19 de abril de 2012
Amantadina acelerou o ritmo da recuperação funcional de pacientes com déficits de consciência pós-traumáticos
- Notícia / Publicada em 17 de junho de 2011
Lesões cerebrais traumáticas relacionadas a explosões podem envolver lesão axonal
- Notícia / Publicada em 27 de agosto de 2010
Especialista analisa a progressividade da migrânea
- Notícia / Publicada em 16 de dezembro de 2009
Estudo avalia evolução intelectual após lesão cerebral traumática na pré-escola
- Notícia / Publicada em 19 de agosto de 2008
Hospitalização devido a concussões relacionadas ao esporte em crianças de 5 a 18 anos
- Notícia / Publicada em 8 de janeiro de 2001
O Mergulho Aumenta o Risco de Lesões Cerebrais Isquêmicas
- Notícia / Publicada em 9 de novembro de 2000
As Mulheres Têm Evolução Pior do Que os Homens Após Lesão Cerebral Traumática


