Terapia trombolítica intra-arterial é segura e eficaz no derrame isquêmico durante cateterização cardíaca, diz estudo

25 de abril de 2009
Equipe Editorial Bibliomed

25 de abril de 2009 (Bibliomed). A administração de baixas doses de terapia trombolítica intra-arterial em pacientes com derrame isquêmico desenvolvido durante cateterização cardíaca é segura, com alta taxa de canalização e bons resultados clínicos. Essas foram as conclusões de um estudo mexicano apresentado em abril no encontro anual da American Academy of Neurology.

Avaliando 2,4 mil pacientes que passavam por cateterização cardíaca, os pesquisadores observaram benefícios na utilização de terapia trombolítica e endovascular. Todos os casos apresentaram completa recanalização, maior taxa de melhora neurológica (92%), e não houve casos de morte. Além disso, todos os pacientes alcançaram bons resultados funcionais sem sequelas neurológicas após três meses.

"O derrame é uma séria complicação da cateterização cardíaca (CC). Não há, claramente, tratamento ideal quando o derrame ocorre durante a CC. Terapia trombolítica e endovascular sugerem benefícios", destacaram os especialistas.

No estudo, após a avaliação clínica no momento periprocedural, baixa dose de trombolítico intra-arterial foi administrada (um terço das doses totais convencionais: 0,3 mg/kg), porque, durante a cateterização cardíaca, eles usam entre 30 e 100 UI/kg de heparina IV como parte do procedimento. E, para as avaliações, os pesquisadores utilizaram angiografia cerebral e tomografia computadorizada, além da escala NIHSS e do escore Rankin modificado.

Com essas análises, os especialistas registraram 13 pacientes que apresentaram derrame periprocedural – nove durante o procedimento, e quatro dentro de 30 minutos pós-procedimento; um com manifestações clínicas de território vertebrobasilar, e 12 na carótida. Todos tiveram recanalização completa, e a taxa de melhora neurológica foi de 92%, com apenas um caso de hemorragia intracerebral (que teve melhora de três pontos na escala funcional nas primeiras 24h e 30 dias após o derrame, com completa recuperação).

A ausência de mortalidade, a média de tempo de permanência no hospital de apenas cinco dias e os bons resultados funcionais de todos os pacientes, sem sequelas neurológicas, fizeram os pesquisadores concluírem que a administração da terapia trombolítica nesses pacientes seria segura e traria bons resultados clínicos.

Fonte: 61st Annual Meeting of the American Academy of Neurology. Poster Session II: Acute Stroke (P02.094). 28 de abril de 2009.

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