Novo Medicamento Pode Ajudar a Combater a Falta de Sono
26 de outubro de 2000
Equipe Editorial Bibliomed
Equipe Editorial Bibliomed
O Sonata possui uma estrutura química nova, de rápida ação e com um mínimo de efeitos residuais na manhã seguinte.
Um estudo da Escola Paulista de Medicina de São Paulo revela que os distúrbios do sono afetam cerca de 30% da população brasileira. A falta de sono causa uma série de problemas, incluindo o mau humor, irritabilidade, perda de memória, incapacidade de concentração e indisposição. A insônia pode ainda estar associada à depressão e ansiedade.
Os Laboratórios Wyeth, uma das maiores empresas farmacêuticas voltadas para a pesquisa de produtos para a saúde no mundo, apresentam uma solução inovadora e versátil para combater a falta de sono. O Sonata (zaleplom) é um medicamento indicado para pessoas que têm dificuldades em adormecer. O medicamento possui uma estrutura química nova, não relacionada com os benzodiazepínicos (hipnóticos tradicionais), barbitúricos ou outros drogas que apresentam propriedades hipnóticas.
“O Sonata, que foi apresentado ao mercado há cerca de 30 dias, faz parte de uma geração mais recente de medicamentos para combater o sono”, explica o neurologista Luciano Ribeiro Pinto Jr., do Instituto do Sono do Departamento de Psicobiologia da Unifesp, em São Paulo. “O novo remédio promete uma série de benefícios, como ação rápida e regime de meia vida. Ou seja: o medicamento é eliminado rapidamente do organismo e funciona apenas como desencadeador do sono”, afirma.
O novo medicamento permite que o indivíduo adormeça normalmente em 30 minutos para acordar com boa disposição, com um mínimo de efeitos residuais na manhã seguinte – como perda de memória, dificuldade de concentração ou falta de coordenação motora . O Sonata, que já é comercializado na Europa e EUA, pode ser tomado logo antes de deitar ou, ainda, no meio da noite, se ainda restarem algumas horas de sono.
A insônia pode ser provocada por vários fatores, incluindo mudança de ambiente, efeito de fuso horário, um novo horário de trabalho, dor causada por artrite, dores de cabeça, cólicas menstruais ou dor nas costas, stress ou ansiedade, medicamentos e drogas.
O novo medicamento foi avaliado em mais de 3,7 mil pacientes na Europa, EUA e Canadá, incluindo pessoas idosas, na faixa de 65 a 85 anos. Os efeitos colaterais mais comuns observados com o uso do Sonata foram: dor de cabeça, fraqueza, sonolência e tonturas. A interrupção do uso do remédio mostrou que a droga não causou nenhuma dependência ou insônia de rebote – que se agrava quando há interrupção no tratamento.
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