Prosperidade e boa noite de sono: receitas de saúde

10 de abril de 2002
Equipe Editorial Bibliomed

10 de Abril de 2002 (Bibliomed). Estudos sobre qualidade de vida mostram que dormir melhor traz conseqüências benéficas à saúde, e que a chave para um bom sono pode ser uma situação econômica mais confortável.

Os pesquisadores encontraram que a prosperidade influencia a saúde provavelmente ao permitir que as pessoas descansem mais e durmam mais cedo do que indivíduos com menos conforto financeiro, que geralmente dormem menos por noite. A qualidade de sono parece estar diretamente relacionada com o bem estar físico e mental dos indivíduos.

Vários estudos já relacionaram maior renda pessoal com menor incidência de doenças crônicas, vida mais longa e melhor estado mental, mas ainda não estava clara a razão para esta associação entre renda pessoal e saúde. Este estudo, publicado na Psychosomatic Medicine, pode ter elucidado um pouco desta ligação entre dinheiro e saúde.

Assim, o sono pode ser o principal fator para tradução da saúde econômica em saúde física. No estudo, que envolveu mais de 1000 adultos com idade entre 18 e 89 anos, os participantes foram levados a estimar as horas de sono que gozaram no último mês e a freqüência com que se sentiram nervosos, desesperançados, cansados, preocupados e doentes no mês anterior.

Adultos com nível educacional melhor tenderam a apresentar renda pessoal melhor, e estes tenderam a relatar melhor saúde física e menos stress do que os indivíduos com renda pessoal mais baixa. Melhor situação econômica também foi associada a melhor qualidade de sono, o que foi visto como capaz de influenciar a saúde física do indivíduo.

Estes resultados, além de sua aplicação na população em geral, podem representar um alerta para a classe médica, onde nem sempre o status econômico é traduzido em um bom descanso noturno. Os médicos muitas vezes têm situação econômica confortável, mas pelas próprias características da profissão muitas vezes “ultrapassam” os limites do corpo e não gozam de períodos de sono suficientes em termos de quantidade e qualidade. Estas características podem fazer com que estes profissionais, apesar do benefício da situação econômica, permaneçam prejudicados em sua saúde física e mental, reduzindo o bem estar geral e aumentando a incidência de doenças orgânicas. Uma mudança no estilo de vida, em prol de um ritmo mais fisiológico e menos agressivo, pode representar muito na qualidade de vida destes profissionais.

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