Monitoração ligada ao telefone melhora o controle da pressão sangüínea
25 de junho de 2001
Equipe Editorial Bibliomed
Equipe Editorial Bibliomed
Belo Horizonte, 25 de Junho de 2001 (eHealthLA). Cerca de 11% a 20% da população adulta, com idade superior a 20 anos, nos países desenvolvidos são portadores de HAS, mas somente 50% desses pacientes sabem de sua doença. E dos que sabem, somente 50% se tratam, e destes, apenas 50% (ou seja, 12,5% dos que conhecem sua hipertensão) se submetem a tratamento adequado.
Em um artigo na edição de junho de 2001 do Annals of Internal Medicine os autores relatam um melhor controle da pressão arterial com diminuição das pressões sistólica e diastólica nos pacientes com HAS que utilizam um sistema de monitoramento da pressão em casa ligado ao telefone.
O sistema transmite automaticamente dados da pressão arterial através do telefone e prepara relatórios eletrônicos para médicos e pacientes.
O estudo foi realizado por médicos da State University of New York Upstate Medical University, onde foram randomizados 121 pacientes com HAS em grupos: manter o cuidado usual (aferir a pressão fora do ambulatório e anotá-la e fazer consultas freqüentes ao médico) ou utilização da monitorização pelo telefone da pressão sangüínea.
No início e no fim da experimentação, os pacientes em ambos os grupos submeteram-se à monitoração ambulatorial de 24 horas da pressão.
Durante 11 semanas, os pacientes no grupo da monitorização de casa ligada ao telefone aferiram sua pressão três vezes antes do café da manhã e três vezes à noite antes de ir para a cama.
Baseado nos resultados da monitoração ambulatorial de 24 horas, os investigadores encontraram que a pressão arterial média diminuiu significativamente 2,8 mmHg entre os pacientes que tinham monitorização em casa (a pressão sistólica média diminuiu 4,9 mmHg e a pressão diastólica média diminuiu 2,0 mmHg), enquanto que entre os pacientes que mantiveram o cuidado usual a pressão média aumentou em 1,3 mmHg (a pressão sistólica diminuiu 0,1 mmHg e a pressão diastólica aumentou 2,1 mmHg).
Os autores relatam que, a monitorização da pressão arterial em casa resultou mudanças mais freqüentes no tipo e na dosagem dos anti-hipertensivos, que esclarecem em parte os efeitos benéficos da monitorização.
Mas indicou que mesmo os pacientes no grupo de monitorização em casa que não sofreram mudança na medicação ou na dose tiveram uma redução na pressão arterial média.
Fonte: Ann Intern Med 2001;134:1024-1032.
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