Terapêutica com insulina: um preditor de mortalidade na doença de coronariana aguda

02 de abril de 2001
Equipe Editorial Bibliomed

Por Martha Kerr

ORLANDO, FL (Reuters Health)
- A terapêutica com insulina está associada com um risco aumentado de morte em pacientes diabéticos portadores de doença cardiovascular, anunciaram pesquisadores no dia de encerramento da 50th scientific session of the American College of Cardiology.

Farangis Lavasani e seus colaboradores do Latter Day Saints Hospital em Salt Lake City, Utah, analisaram os dados de mortalidade em 1428 pacientes diabéticos e portadores de doença arterial coronária documentada, que haviam sido admitidos em sua instituição para o exame de angiografia.

Praticamente todos pacientes apresentavam pelo menos uma estenose de 70% em pelo menos uma artéria coronária, observou a autora. Os investigadores não verificaram diferenças entre o diabetes de tipo 1 e tipo 2.

Após 2,5 anos de seguimento, Lavasani informou que os pacientes que se encontravam em uso sulfoniluréias apresentavam uma mortalidade de 16%, aqueles que usavam glitazona tinham o índice de mortalidade de 14%, aqueles em uso de metformin uma taxa de mortalidade de 8%, enquanto aqueles que estavam em uso de insulina tinham um índice de mortalidade de 28%.

"O metformin melhora a sobrevida "em pacientes portadores tanto de diabetes como de doença cardiovascular”, disse Lavasani.

Ela informou à Reuters Health que aparentemente a adição de sulfoniluréia ao metformin parece diminuir a eficácia da terapêutica sensibilizante a insulina.

O co-investigador Dr. Brent Muhlestein disse à Reuters Health que não é claro se a hiperinsulinemia é um fator preditor independente de doença cardiovascular, mas está claro que o metformin melhora a taxa de sobrevida de pacientes diabéticos coronariopatas se comparado a sulfoniluréia ou insulina.

Ele acrescentou que os dados "discordam de uma terapêutica insulina agressiva precoce" para o tratamento do diabetes. Ele recomendou naqueles pacientes com a glicemia elevada o uso do metformin e adicionar glitazona se necessário.

"Uma elevação pequena na taxa de glicose sanguínea provavelmente reflete um grau muito elevado de resistência à insulina," disse ele, o que é um forte fator de risco independente para a aterosclerose acelerada.

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Sinopse preparada por Reuters Health

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