Quando quem decide não é o médico - e em breve nem mesmo o paciente


Equipe Editorial Bibliomed

Prof. Dr. Pedro Puech* *Prof. Dr. Pedro Puech Leão é professor titular de Cirurgia Vascular e Endovascular da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).. O Conselho Federal de Medicina (CFM), órgão que possui atribuições constitucionais de fiscalização e normatização da prática médica, publicou, em 25 de outubro de 2010, a Resolução CFM n° 1.956/2010, que orienta os médicos a não prescreverem próteses, órteses e outros materiais implantáveis pelo nome comercial. O profissional deve apenas “determinar as características (tipo, matéria-prima, dimensões), bem como o instrumental compatível, necessárias e adequadas à execução do procedimento”, sendo “vedado ao médico assistente requisitante exigir fornecedor ou marca comercial exclusivos”. . Esta medida, segundo o CFM, visa evitar acordos entre médicos e fabricantes de tais produtos, o que pode fazer sentido se considerarmos que há bons e maus profissionais em qualquer área, inclusive na classe médica. Entretanto, em minha opinião, quando se fala em reduzir o poder de decisão de alguém que tem conhecimento técnico e lida diretamente com a vida das pessoas, alguns aspectos devem ser analisados:  . A marca, independente do produto em questão, é um atestado de qualidade e confere uma relação de confiança com o consumidor. Ela orienta nossas decisões de compra de eletrodomésticos, automóveis, ...

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