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ZYBAN

Laboratório

GlaxoSmithKline Brasil Ltda.

Principio ativo

CLORIDRATO DE BUPROPIONA

Classe

Antidepressivos e analépticos

Composição

Composição Cada comprimido de Zyban® contém: cloridrato de bupropiona...................................................150 mg Excipientes: q.s.p. .............................................................1 comprimido Excipientes: celulose microcristalina, hidroxipropilmetilcelulose, cloridrato de cisteína, estearato de magnésio, dióxido de titânio, polietilenoglicol, polissorbato 80, corantes azul FD&C no 2 e vermelho FD&C no 40 e cera de carnaúba.

Apresentação

Zyban® é apresentado na forma de comprimidos de ação prolongada que contêm 150 mg de cloridrato de bupropiona, embalados em cartuchos com 30 ou 60 comprimidos. Uso adulto

Indicações

Zyban® é indicado no tratamento da dependência à nicotina e como adjuvante na cessação tabágica, ou, eventualmente, no tratamento da depressão aguda ou na prevenção de recidivas e rebotes de episódios depressivos após resposta inicial satisfatória. A bupropiona também é usada para tratar a depressão. Entretanto, as informações desta bula são especificamente para pacientes em tratamento para parar de fuma r, pois as dosagens e demais instruções são diferentes para os que estão em tratamento para depressão.

Contra indicações

Zyban® é contraindicado para pacientes com hipersensibilidade conhecida à bupropiona ou a qualquer componente da fórmula. A bupropiona é contraindicada para pacientes com diagnóstico de epilepsia ou outros distúrbios convulsivos ou com diagnóstico atual ou prévio de bulimia ou anorexia nervosa, um a vez que foi observada alta incidência de convulsões nesses pacientes após a administração da bupropiona. Zyban® não deve ser administrado em pacientes tratados com qualquer outro medicamento que contenha bupropiona, uma vez que a incidência das convulsões é dependente de dose. É contraindicada a administração concomitante de inibidor es da monoaminoxidase (IMA Os) ou o uso associado de bupropiona dentro de até 14 dias após a interrupção do tratamento com IMAOs. Zyban® é contraindicado em pacientes em processo de descontinuação abrupta do uso de sedativos ou álcool.

Posologia

Estudos sugerem que a exposição à bupropiona pode ser aumentada quando os comprimidos de ação prolongada são tomados junto com alimentos. Adultos Tratamento inicial: Recomenda-se que o tratamento seja iniciado enquanto o paciente ainda está fumando. É preciso estabelecer uma data de interrupção programada para as duas primeiras semanas de tratamento com bupropiona (preferencialmente na semana 2). A dose inicial é de 150 mg, administrada diariamente durante 3 dias consecutivos. Na sequência, ela deve ser aumentada para 150 mg duas vezes ao dia. Deve-se respeitar um intervalo mínimo de 8 horas entre doses sucessivas. A dose única máxima não deve exceder 150 mg e a dose diária máxima total não deve exceder 300 mg (2 comprimidos). Insônia é um efeito adverso comum, frequentemente transitório, e pode ser diminuído evitando-se a administração do medicamento perto do horário de dormir (contanto que respeitado o intervalo mínimo de oito horas entre as doses) ou, se clinicamente indicado, reduzindo-se a dose. O tratamento deve ser seguido por 7 a 12 semanas. Se o paciente não apresentar progresso significativo até a sétima semana de tratamento, é improvável que pare de fumar nesta tentativa, e o tratamento deve ser interrompido. Terapêutica de manutenção: A avaliação sistemática da bupropiona, 300 mg/dia, para a prevenção da recaída demonstrou que o tratamento, por até 1 ano, foi bem tolerado e eficaz. Como muitos pacientes que tentam parar de fumar experimentam muitas recaídas, a decisão de continuar o tratamento por períodos maiores que 12 semanas deve se r estudado individualmente, considerando-se os eventuais benefícios para o paciente que deseja abster-se do fumo. Combinação de tratamento com Zyban® e o Sistema Transdérmico de Nicotina (STN): A combinação de tratamento com Zyban® e o STN pode ser prescrita para a interrupção do hábito de fumar. Não há necessidade de ajuste de dose quando o medicamento é utilizado em associação com Sistemas Transdérmicos de Nicotina (ver Advertências). O médico deve ler as informações da bula de ambos antes de indicar sua combinação. Recomenda-se, em pacientes tratados com a combinação de Zyban® e STN, o monitoramento da pressão arterial para detectar eventual pico hipertensivo relacionado ao tratamento. Uso em crianças e adolescentes (menores de 18 anos) A segurança e a eficácia de Zyban® comprimidos em pacientes com menos de 18 anos não foram estabelecidas. Uso em idosos A maior sensibilidade de alguns pacientes idosos à bupropiona não pode ser ignorada, portanto uma redução na frequência e/ou na dosagem pode ser requerida (ver Advertências). Uso em pacientes com insuficiência hepática Zyban® deve ser utilizado com cautela em pacientes com insuficiência hepática. Devido à maior variação da farmacocinética em pacientes com cirrose hepática leve a moderada, deve ser considerada uma redução na frequência da dosagem (Ver Advertências). Nesses casos, Zyban® deve ser usado com extremo cuidado em pacientes com cirrose hepática grave, nos quais a dose não deve exceder 150 mg em dias alternados (ver Advertências). Uso em pacientes com insuficiência renal O tratamento de pacientes com insuficiência real deve ser iniciado com doses e/ou frequência reduzidas, já que a bupropiona e seus metabólitos tendem a se acumular nesses pacientes numa extensão maior que a usual.

Reações adversas

Zyban® não deve ser utilizado concomitantemente com outros medicamentos que contenham bupropiona. Convulsões A dose recomendada de Zyban® não deve ser excedida, uma vez que a bupropiona está associada a um risco de convulsão dependente de dose. A incidência de convulsões com Zyban® em doses maiores que 300 mg/dia é aproximadamente de 0,1%. O risco de convulsão decorrente do uso de bupropiona parece estar fortemente associado à presença de fatores predisponentes. Portanto, Zyban® deve ser administrado com extrema precaução em pacientes com uma ou mais condições predisponentes que possam baixar o limiar da convulsão. Estas incluem: − histórico de traumatismo craniano; − tumor do sistema nervoso central; − histórico de convulsões; − administração concomitante de medicamentos que baixem o limiar da convulsão. Além disso, os cuidados devem ser redobrados em circunstâncias clínicas associadas ao aumento do risco de convulsões, as quais incluem abuso de álcool ou sedativos (ver Contraindicações), diabetes tratado com hipoglicemiantes ou insulina e uso de estimulantes ou produtos anorexígenos. Zyban® deve ser descontinuado e não deve ser reiniciado em pacientes que apresentem convulsão durante o tratamento. Reações de Hipersensibilidade Zyban® deve ser suspenso imediatamente em pacientes que apresentem reações de hipersensibilidade durante o tratamento (ver Reações Adversas). Os médicos devem estar cientes de que os sintomas podem persistir, mesmo após a suspensão do medicamento, portanto um monitoramento clínico adequado deve ser providenciado. Insuficiência Hepática No fígado, a bupropiona é extensamente metabolizada em metabólitos ativos, que serão posteriormente metabolizados. Não existe diferença estatisticamente significativa na farmacocinética da bupropiona entre pacientes com cirrose hepática moderada e voluntários sadios, entretanto os níveis plasmáticos de bupropiona apresentaram maior variabilidade entre pacientes individuais. Portanto, Zyban® deve ser usado com cautela em pacientes com insuficiência hepática, e a redução na frequência das doses deve ser considerada em pacientes com cirrose hepática leve a moderada (ver Posologia e Propriedades Farmacocinéticas). Zyban® deve ser utilizado com extremo cuidado em pacientes com cirrose hepática grave. Neles, a frequência das doses deverá ser reduzida, uma vez que níveis sangüíneos de bupropiona podem mostrar-se substancialmente aumentados, com a possibilidade de ocorrência de acúmulo dessa substância numa extensão maior do que a usual (ver Posologia e Propriedades Farmacocinéticas). Todos os pacientes com insuficiência hepática devem ser monitorados devido à possibilidade de efeitos adversos, que podem indicar altos níveis da droga ou de seus metabólitos, como insônia, “boca seca” e convulsões. Insuficiência Renal Após a passagem pelo fígado, a bupropiona é metabolizada e os metabólitos ativos são excretados pelos rins. Portanto, os pacientes com insuficiência renal devem iniciar o tratamento com doses e/ou frequência reduzidas, uma vez que nesses indivíduos a bupropiona e seus metabólitos tendem a se acumular numa extensão maior do que a usual (ver Propriedades Farmacocinéticas). O paciente deve ser cuidadosamente monitorado em relação às possíveis reações adversas (por exemplo, insônia, “boca seca” e convulsões), as quais podem indicar altos níveis da droga ou de seus metabólitos. Pacientes idosos A experiência clínica com a bupropiona não demonstrou nenhuma diferença na tolerabilidade entre pacientes idosos e outros. No entanto, a maior sensibilidade de alguns pacientes idosos à bupropiona não pode ser ignorada. Por isso, eles podem necessitar de uma redução das doses e/ou da frequência (ver Propriedades Farmacocinéticas). Sintomas neuropsiquiátricos Sintomas neuropsiquiátricos foram relatados (ver Reações Adversas), e a sintomatologia de mania e psicose foi observada, principalmente em pacientes com histórico de doença psiquiátrica. Além disso, Zyban® pode precipitar um episódio de mania em pacientes com transtorno bipolar. Depressão do humor pode ser um dos sintomas da síndrome de abstinência à nicotina. Depressão, raramente com pensamentos suicidas, foi relatada em pacientes que estavam tentando parar de fumar. Esses sintomas também foram relatados durante o uso de Zyban®, geralmente nos primeiros estágios do tratamento. A bupropiona pode ser indicada para o tratamento da depressão. Foi realizada uma metanálise de um estudo clínico controlado com placebo em que se utilizaram drogas antidepressivas em adultos com transtorno depressivo maior. Esta análise, com pacientes abaixo de 25 anos de idade, demonstrou um aumento do risco de pensamentos e comportamentos suicidas associados ao uso de antidepressivos em comparação a placebo. Os médicos devem estar cientes da possibilidade de exarcebação dos sintomas depressivos ou de ideias suicidas em pacientes em tratamento com bupropiona, por isso devem alertar e monitorar seus pacientes adequadamente. Doença cardiovascular Em geral a bupropiona foi bem tolerada em estudos para cessação tabágica em pacientes com doença cardiovascular isquêmica (ver Propriedades Farmacodinâmicas e Resultados de Eficácia). Em um estudo com indivíduos não deprimidos (incluindo tanto fumantes como não fumantes) com hipertensão de estágio I não tratada, a bupropiona não produziu um efeito estatisticamente significativo na pressão sanguínea. Contudo, houve relatos espontâneos de aumento na pressão sanguínea (algumas vezes grave) (ver Reações Adversas). Antes de iniciar um tratamento combinado de bupropiona com um Sistema Transdérmico de Nicotina (STN), o médico deve consultar as informações de prescrição do STN. Se a terapia combinada for adotada, o monitoramento da pressão sanguínea é recomendado para detectar possíveis elevações. Uso na gravidez de Zyban A segurança do uso da bupropiona na gravidez humana não foi estabelecida. A administração da bupropiona durante a gravidez deve somente ser considerada se os efeitos benéficos esperados forem maiores que os riscos em potencial. Em um estudo retrospectivo em que se avaliaram dados secundários de um programa de gerenciamento em saúde (n = 7.005 bebês) foram verificados, a frequência de malformações congênitas (2,3%) ou malformações cardiovasculares (1,1%) em bebês de gestantes no primeiro trimestre de gravidez que fizeram uso de bupropiona ( n = 1.213 bebês) comparado com pacientes que fizeram uso de antidepressivos durante o primeiro trimestre (n=4743 bebês; 2,3% de malformações congênitas e 1,1% de malformações cardiovasculares) ou bupropiona usada após o 1º trimestre (n=1049 bebês; 2,2% e 1%, respectivamente). A avaliação de estudos em animais não indica efeitos prejudiciais diretos ou indiretos em relação ao desenvolvimento embriofetal no curso da gestação ou no desenvolvimento peri e pós-natal. Um estudo de fertilidade em ratas não demonstrou evidências de alteração na fertilidade. Foi demonstrado que a bupropiona e seus metabólitos são excretados pelo leite materno; portanto, devido às potenciais reações adversas, recomenda-se que mães que estejam recebendo tratamento com Zyban® não amamentem no seio. Categoria “B” de risco na gravidez. Este medicamento não deve ser usado por mulheres grávidas sem orientação médica. Efeitos na capacidade de dirigir e operar máquinas Como ocorre com outras substâncias que atuam no sistema nervoso central, a bupropiona pode afetar a capacidade de desenvolver tarefas que requeiram raciocínio, orientação ou outras habilidades cognitivas. Dessa forma, os pacientes devem ter cuidado ao dirigir ou operar máquinas até que estejam certos de que Zyban® não afetou adversamente seu desempenho.

Interações medicamentosas

Alterações fisiológicas resultantes da cessação tabágica per se, com ou sem tratamento com Zyban®, podem influenciar a farmacocinética de certas drogas usadas concomitantemente. A bupropiona é metabolizada em seu principal metabólito ativo, a hidroxibupropiona, sobretudo através do citocromo P450 2B6 (CYP2B6) (ver Propriedades Farmacocinéticas). Deve-se ter cuidado ao administrar Zyban® concomitantemente com drogas que afetam a isoenzima CYP2B6, tais como a orfenadrina, a ciclofosfamida, a isofosfamida, a ticlopidina e o clopidogrel. Embora a bupropiona não seja metabolizada pela isoenzima CYP2D6, estudos in vitro com P450 humanos demonstraram que a bupropiona e a hidroxibupropiona são inibidores da via CY P2D6. Em um estudo de farmacocinética em humanos, a administração de bupropiona aumentou os níveis plasmáticos da desipramina. Esse efeito foi mantido por pelo menos 7 dias após a última dose de bupropiona. Por esse motivo, deve-se iniciar terapia concomitante com drogas predominantemente metabolizadas por essa isoenzima (tais como betabloqueadores, antiarrítmicos, ISRSs, TCAs, antipsicóticos) com a dose inferior, segundo a faixa terapêutica desta medicação. Se Zyban® for adicionado ao tratamento em pacientes que já estejam recebendo drogas metabolizadas pela isoenzima CYP2D6, deve ser considerada a redução da dose da medicação original, particularmente para aquelas medicações com estreito índice terapêutico (ver Propriedades Farmacocinéticas). Apesar de o citalopram não ser primariamente metabolizado pelo CYP2D6, em um estudo a bupropiona aumentou o Cmáx e a ASC do citalopram em 30% e 40%, respectivamente. Em virtude do extenso metabolismo da bupropiona, a co-administração de agentes reconhecidamente "indutores do metabolismo" (tais como a carbamazepina, o fenobarbital ou a fenitoína) pode afetar sua atividade clínica. Em uma série de estudos clínicos com pacientes sadios, o ritonavir (100 mg duas vezes ao dia, ou 600 mg duas vezes ao dia), ou o ritonavir 100 mg associado ao liponavir 400 mg duas vezes ao dia, reduziu a exposição da bupropiona e de seus principais metabólitos de maneira dose-dependente em aproximadamente 20% a 80%. Acredita-se que isso ocorra devido à indução do metabolismo da bupropiona. Pacientes que estejam recebendo o ritonavir podem precisar de doses maiores de bupropiona, mas a dose máxima recomendada não deve ser excedida. A despeito de não haver estudos clínicos que identifiquem interações farmacocinéticas entre a bupropiona e o álcool, existem raros relatos de eventos neuropsiquiátricos adversos ou de redução da tolerância alcoólica em pacientes que fazem uso de bebidas alcoólicas durante o tratamento. O consumo de álcool durante o tratamento deve ser minimizado ou evitado. Dados clínicos limitados sugerem maior incidência de reações adversas neuropsiquiátricas em pacientes que recebam bupropiona concomitantemente com levodopa ou amantadina. Recomenda-se cautela na administração de Zyban® em pacientes que estejam recebendo 1 destes 2 fármacos. Doses orais múltiplas de bupropiona não tiveram efeitos estatisticamente significativos sobre a farmacocinética de dose única de lamotrigina em 12 indivíduos e mostraram apenas um ligeiro aumento na ASC de lamotrigina glicuronídeo. O uso concomitante de Zyban® com Sistemas Transdérmicos de Nicotina (STNs) pode resultar na elevação da pressão sanguínea. Estudos sugerem que a exposição à bupropiona pode ser aumentada quando os comprimidos de ação prolongada são tomados junto com alimentos.
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