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WARFARIN

Laboratório

União Química Farmacêutica Nacional S.A

Principio ativo

VARFARINA

Classe

Anticoagulantes e trombolíticos

Composição

Comprimido: Cada comprimido contém: Varfarina sódica 5 mg. Excipientes: Lactose, amido, estearato de magnésio, corante-vermelho ponceau 4 R.

Apresentação

Comprimido: Caixa com 10 comprimidos.

Indicações

A varfarina, como todos os anticoagulantes orais, é eficaz na prevenção primária e secundária do tromboembolismo venoso, na prevenção do embolismo sistêmico em pacientes com prótese de válvulas cardíacas ou fibrilação atrial, na prevenção do acidente vascular cerebral, infarto recorrente e de morte em pacientes com infarto agudo do miocárdio. Os anticoagulantes orais estão indicados na prevenção do embolismo sistêmico em pacientes com doença valvular cardíaca, mas a sua eficácia nestas condições nunca foi demonstrada em ensaios clínicos.

Contra indicações

A anticoagulação pelo uso de varfarina sódica está contra-indicada em qualquer condição física localizada, ou geral, ou qualquer circunstância pessoal em que o risco de hemorragia possa ser maior que os benefícios clínicos potenciais da anticoagulação, como durante a gravidez ou na possibilidade de uma gravidez; tendência a hemorragias ou discrasias sangüíneas associadas a úlcera ativa, ou sangramento evidente dos tratos gastrointestinal, genitourinário ou respiratório; hemorragia cerebrovascular; aneurisma cerebral; pericardite e derrame pericárdico; endocardite bacteriana; aborto; eclâmpsia e pré-eclâmpsia. Pacientes alcoólatras ou com psicopatias ou outro quadro de baixa cooperação do paciente, que não estejam supervisionados. Anestesia de bloqueio lombar, hipertensão maligna e hipersensibilidade conhecida à varfarina ou a outros componentes da fórmula. Função espinhal e outros procedimentos diagnósticos e terapêuticos com potencial para sangramento incontrolável.

Posologia

A dose inicial é de 10-15 mg (2 a 3 comprimidos por dia), variando em função da idade e do peso corpóreo, e ajustada de acordo com os resultados dos testes de controle diário, até que seja obtido o nível desejado de atividade anticoagulante, o que ocorre geralmente entre 3 e 6 dias após o início do tratamento. A administração concomitante de heparina sódica afeta os resultados dos testes, devendo por isso ser descontinuada pelo menos 6 horas antes da realização do primeiro teste. A dose de manutenção será posteriormente ajustada de acordo com os testes de controle, que deverão ser conduzidos a intervalo regulares.

Reações adversas

As reações adversas relatadas durante o tratamento são: a. Hemorragia de qualquer tecido ou órgão de conseqüências leves a graves. Isto ocorre devido ao efeito anticoagulante da varfarina sódica. Os sintomas, sinais e gravidade variam de acordo com a localização e o grau ou extensão do sangramento. As complicações hemorrágicas podem se apresentar como paralisia, parestesia, cefaléia, dores (torácica, abdominal, articular, muscular ou em outra localização), tonturas, dispnéia ou disfagia, edema inexplicável, fraqueza, hipotensão ou choque inexplicáveis. Dessa maneira, a possibilidade de hemorragia deve ser considerada na avaliação de qualquer quadro, em um paciente anticoagulado cujas queixas não indicam diagnóstico óbvio. A hemorragia durante a anticoagulação nem sempre se relaciona com os valores do TP/INR. A ocorrência de hemorragia quando o TP/INR está dentro dos limites terapêuticos necessita de investigação diagnóstica, pois pode estar encobrindo outra patologia, como neoplasia, doença péptica, etc. b. Necrose de pele e outros tecidos. Reações adversas raramente relatadas: Reações de hipersensibilidade, microembolização sistêmica de colesterol, 'síndrome do dedo roxo', vasculite, hepatite, colestase hepática, icterícia, elevação das enzimas hepáticas, dermatite (lesões bolhosas, urticária), dor abdominal (cólicas), edema, febre, rash cutâneo, astenia, anorexia, náusea, vômito, diarréia, cefaléia, prurido, alopecia, parestesia, flatulência, fadiga, mal-estar, tontura e intolerância ao frio. Descreveram-se, ainda, calcificações traqueal e traqueobrônquica após uso crônico de varfarina. Não se sabe, até o momento, o significado clínico dessas ocorrências. Já houve casos de priapismo durante o tratamento anticoagulante, contudo, não se estabeleceu a relação causa-efeito nesses casos.

Interações medicamentosas

Gerais: A determinação periódica do tempo da protrombina (TP)/International Normalized Ratio (INR) — relação de normalização internacional — ou outro teste de coagulação disponível é essencial durante o tratamento com varfarina sódica, porém não são medidas eficazes no controle da terapia. O tratamento de cada paciente é individualizado. A varfarina sódica é um medicamento com limites (intervalos) terapêuticos muito estreitos, podendo ser afetado por vários fatores, isolados ou combinados, inclusive viagens, alterações na dieta (ingestão de vitamina K), no ambiente, no estado físico e outros medicamentos podem influenciar a resposta do paciente aos anticoagulantes. É recomendável monitorizar periodicamente a resposta do paciente com TP/INR imediatamente após a alta hospitalar e após introdução, interrupção ou uso irregular de outros medicamentos. Os riscos mais graves relacionados com a anticoagulação pelo uso da varfarina sódica são a hemorragia em qualquer tecido ou órgão e, menos freqüentemente (< 0,1%), necrose e/ou gangrena de pele e outros tecidos. O risco de hemorragia está relacionado à intensidade e duração da terapia anticoagulante. O diagnóstico correto é necessário para determinar se a necrose foi causada por doença preexistente. O tratamento com varfarina deve ser interrompido quando se suspeita que esta seja a causa das lesões teciduais. Neste caso deve-se considerar o uso da heparina para a anticoagulação. Predisposição a hemorragia, necrose e/ou gangrena: Deve-se ter cautela quando varfarina sódica é administrada em qualquer situação, ou na presença de qualquer condição predisponente à hemorragia, necrose e/ou gangrena tecidual. O tratamento anticoagulante com varfarina sódica pode favorecer o descolamento de êmbolos ateromatosos; portanto, aumentando o risco de complicações por microembolização sistêmica de colesterol, inclusive a chamada 'síndrome do dedo roxo' (ateroembolização dos dedos dos pés e mãos com cianose local) que geralmente ocorre entre três e 10 semanas ou mais, após o início do tratamento com a varfarina ou outros medicamentos relacionados. A interrupção do tratamento com varfarina sódica é recomendável quando se observa tal fenômeno. Prolongamento intenso do tempo de tromboplastina parcial ativada (TTP) com TP/INR no intervalo normal é indicativo de risco para hemorragia pós-operatória. A administração de anticoagulantes nas seguintes condições deve ser baseada no julgamento clínico, onde será avaliada a relação risco/benefício ao paciente. Os pacientes devem ser aconselhados a: seguir corretamente o tratamento prescrito; não descontinuar ou iniciar outro medicamento, inclusive salicilatos ou outros medicamentos de venda livre, sem avisar o médico; evitar consumir bebidas alcoólicas; evitar qualquer atividade física que possa ocasionar algum trauma; realizar testes do tempo de protrombina e acompanhamento médico periodicamente; e levar identificação que está fazendo tratamento com varfarina sódica. A quantidade de vitamina K nos alimentos pode afetar o tratamento com varfarina sódica. O paciente deve ter uma dieta balanceada que mantenha uma quantidade consistente de vitamina K. Devem ser evitadas mudanças drásticas na dieta, como o consumo de quantidades grandes de vegetais de folhas verdes. Pacientes com disfunção renal não necessitam de ajuste de dose. A depuração renal não é um fator determinante da resposta anticoagulante da varfarina. Alterações da função hepática podem potencializar a resposta da varfarina por menor síntese de fatores de coagulação e por menor metabolização da varfarina. Os pacientes com insuficiência cardíaca congestiva podem apresentar resposta ao TP/INR maior do que o esperado, o que requer monitorização laboratorial mais freqüente e dosagem menor de varfarina sódica. Gravidez: Varfarina sódica está contra-indicada em mulheres gestantes ou com suspeita de gravidez, pois o fármaco ultrapassa a barreira hematoplacentária e pode causar hemorragia fatal no feto in utero. Além disso, há relatos de baixo peso, malformações e retardo no crescimento, em crianças nascidas de mães que foram tratadas com varfarina durante a gestação. A ocorrência de aborto espontâneo e natimortalidade é maior com o uso de varfarina pela mãe. Mulheres com possível gravidez e candidatas à terapia anticoagulante devem ser cuidadosamente avaliadas e a indicação criteriosamente revista com a paciente. Se a paciente engravidar quando estiver em tratamento com esta droga, deve ser informada dos possíveis riscos ao feto e a possibilidade de interrupção da gravidez deve ser discutida. Amamentação: A varfarina sódica está presente na forma inativa no leite materno. Lactentes aleitados por mães em uso de varfarina sódica não têm seu tempo de protrombina (TP) alterado. Os efeitos sobre recém-nascidos prematuros não foram avaliados. Pediatria: A segurança e a eficácia em pacientes com idade inferior a 18 anos ainda não foram estabelecidas em estudos randomizados e controlados. Contudo, o uso de varfarina sódica em pacientes pediátricos é bem documentado na profilaxia e tratamento do tromboembolismo. Relatou-se dificuldade em se atingir e manter níveis terapêuticos medidos pelo TP/INR em Pediatria. Dessa maneira são necessárias determinações mais freqüentes de TP/INR para adequar a dosagem de varfarina sódica individualmente.
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