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SANDIMMUN

Laboratório

Novartis Biociências S.A

Principio ativo

CICLOSPORINA

Classe

Composição

Cada ml do concentrado para infusão intravenosa contém 50 mg de ciclosporina. Excipientes: Óleo de rícino polioxietilado e álcool.

Apresentação

Concentrado para infusão intravenosa contendo 50 mg de ciclosporina por 1 ml. Embalagem com 10 ampolas de 1 ml ou 5 ml.

Indicações

1. Transplantes 1.1. Transplantes de órgãos sólidos — Prevenção da rejeição do enxerto após transplantes alogênicos de rim, fígado, coração, coração-pulmão combinadamente, pulmão ou pâncreas; tratamento da rejeição de transplantes em pacientes que receberam anteriormente outros agentes imunossupressores. 1.2. Transplantes de medula óssea — Prevenção da rejeição do enxerto após transplantes de medula óssea; prevenção ou tratamento da reação enxerto-versus-hospedeiro (GVHD). 2. Doenças auto-imunes — Nota: As indicações para doenças auto-imunes, mencionadas a seguir, referem-se ao uso de SANDIMMUN NEORAL disponível em cápsulas e solução oral. Consulte a bula do produto para maiores informações. 2.1. Uveíte endógena 2.2. Síndrome nefrótica 2.3. Artrite reumatóide 2.4. Psoríase 2.5 Dermatite atópica

Contra indicações

Hipersensibilidade à ciclosporina e ao óleo de rícino polioxietilado (ver Precauções e advertências).

Posologia

Posologia: Os limites de dose para administração IV fornecidos a seguir servem apenas como guia. É necessário o controle rotineiro dos níveis sangüíneos da ciclosporina; esse controle pode ser realizado por meio de um método RIA, baseado em anticorpos monoclonais. Os resultados obtidos servirão como guia para determinação da posologia real requerida por determinado paciente, a fim de se alcançar as concentrações desejadas. Transplante de órgão sólido: A dose recomendada é de 3 a 5 mg/kg, o que representa cerca de 1/3 da dose oral apropriada. Quando SANDIMMUN é dado com outros imunossupressores (por exemplo, com corticosteróides ou como parte de uma terapia medicamentosa tripla ou quádrupla), doses diárias menores (por exemplo 1 a 2 mg/kg/dia de infusão intravenosa, seguida de 3 a 6 mg/kg/dia via oral em tratamento de mal-estar súbito) podem ser usadas. Transplante de medula óssea: A dose inicial deve ser dada na véspera do transplante. Na maioria das vezes, prefere-se a infusão IV para essa finalidade e recomenda-se dose de 3 a 5 mg/kg/dia. Continua-se com infusão nessa dose durante o período imediato pós-transplante, de até 2 semanas, antes de se mudar para a terapia oral de manutenção com SANDIMMUN NEORAL, em dose de cerca de 10 a 12,5 mg/kg/dia, dividida em duas tomadas. Na presença de distúrbios gastrintestinais que possam diminuir a absorção do fármaco, o tratamento IV pode ser necessário. Em alguns pacientes, ocorre GVHD após a interrupção do tratamento com SANDIMMUN. Esses casos geralmente respondem favoravelmente à reintrodução da terapia. Uso em idosos: A experiência com SANDIMMUN em idosos é limitada, mas nenhum problema particular foi relatado quando se usa a droga nas doses recomendadas. Uso em crianças: A experiência com SANDIMMUN em crianças ainda é limitada. No entanto, crianças a partir de 1 ano de idade receberam SANDIMMUN na posologia padrão, sem problemas particulares. Em diversos estudos, pacientes pediátricos necessitaram e toleraram doses mais altas, por kg de peso, do que as utilizadas em adultos. Administração: Em virtude do risco de anafilaxia, SANDIMMUN concentrado para infusão IV deve ser reservado aos pacientes que são incapazes de tomar o medicamento por via oral. Nesses casos, recomenda-se mudar para a administração oral, logo que possível (ver também Precauções). O concentrado deve ser diluído de 1:20 a 1:100 em solução salina normal ou glicose a 5% e administrado como infusão intravenosa lenta, por aproximadamente 2 a 6 horas. As soluções para infusão diluídas devem ser desprezadas após 24 horas. A seringa não deve entrar em contato com o diluente. A seringa não deve ser lavada, mas sim enxugada por fora com um lenço de papel seco para remover as gotas restantes da solução.

Reações adversas

Muitos efeitos adversos associados com a terapia com ciclosporina são dose-dependentes e responsivos à redução de dose. Em várias indicações o espectro de efeitos adversos é essencialmente o mesmo; há, porém, diferenças na incidência e gravidade. Como conseqüência das doses iniciais maiores e da terapia de manutenção mais prolongada necessárias após transplantes, efeitos adversos são mais freqüentes e geralmente mais severos em pacientes transplantados do que naqueles tratados para outras indicações. Freqüência estimada: muito comum: >= 10%; comum: >= 1% a < 10%; incomum: >= 0,1% a < 1%; raro: >= 0,01% a < 0,1%; muito raro: < que 0,01%. Renal: Muito comum: disfunção renal (ver Precauções e advertências). Cardiovascular: Muito comum: hipertensão. Sistema nervoso: Muito comum: tremores, cefaléia. Comum: parestesia. Incomum: sinais de encefalopatia como convulsões, confusão, desorientação, diminuição de resposta, agitação, insônia, distúrbios visuais, cegueira cortical, coma, paresia, ataxia cerebelar. Raro: polineuropatia motora. Muito raro: edema de disco óptico, incluindo papiloedema, com possível distúrbio visual secundário para hipertensão intracranial benigna. Trato gastrointestinal e fígado: Comum: anorexia, náusea, vômito, dor abdominal, diarréia, hiperplasia gengival, disfunção hepática. Raro: pancreatite. Metabólico: Muito comum: hiperlipidemia. Comuns: hiperuricemia, hipercalemia, hipomagnesemia. Raro: hiperglicemia. Musculoesquelético: Comuns: cãibras musculares, mialgia. Raros: fraqueza muscular, miopatia. Hematopoético: Incomuns: anemia, trombocitopenia. Raros: anemia hemolítica microangiopática, síndrome urêmica hemolítica. Pele e anexos: Comum: hipertricose. Incomum: rash alérgico. Corpo como um todo: Comum: fadiga. Incomuns: edema, aumento de peso. Endócrino: Raros: distúrbios menstruais, ginecomastia.

Interações medicamentosas

SANDIMMUN deve ser prescrito somente por médicos com experiência em terapia imunossupressora e que possam proporcionar seguimento adequado, de acordo com a finalidade com que a droga é utilizada. Os receptores de transplante que estão recebendo o medicamento devem ser controlados em locais com laboratório adequado e recursos médicos de apoio. Deve-se fazer um acompanhamento adequado, incluindo exames clínicos completos regularmente, medida de pressão sangüínea e controle dos parâmetros de segurança, em particular a creatinina sérica. O médico responsável pela terapia de manutenção deve receber informação completa para o seguimento do paciente. SANDIMMUN concentrado para infusão intravenosa contém óleo de rícino polioxietilado; após administração intravenosa do mesmo foram registradas reações anafilactóides. Essas reações podem consistir de rubor da face e tórax superior, e edema pulmonar não-cardiogênico, com distúrbio respiratório agudo, dispnéia, sibilos e alterações da pressão arterial e taquicardia. Por isso é necessário cuidado especial em pacientes que alguma vez já receberam injeções ou infusões IV de preparados à base de óleo de rícino polioxietilado (como, por exemplo, preparações contendo Cremophor. EL) e em pacientes com predisposição alérgica. Dessa forma, pacientes sob tratamento com SANDIMMUN concentrado para infusão intravenosa devem estar sob observação contínua pelo menos nos 30 minutos que seguem o início da infusão e, a partir de então, a intervalos freqüentes. Se ocorrer anafilaxia, a infusão deve ser interrompida e o paciente tratado de acordo com a prática clínica comum. A administração profilática de um anti-histamínico (bloqueador de H1 + H2) pode prevenir reações anafilactóides. Como outros imunossupressores, a ciclosporina aumenta o risco de desenvolvimento de linfomas e outras neoplasias, particularmente as da pele. O aumento do risco parece estar mais relacionado com o grau de duração da imunossupressão do que com o uso de agentes específicos. Assim, um esquema terapêutico contendo múltiplos imunossupressores deve ser utilizado, uma vez que pode levar a distúrbios linfoproliferativos e tumores de órgãos sólidos, alguns com relatos de evolução fatal. Assim como outros imunossupressores, a ciclosporina predispõe o paciente ao desenvolvimento de uma variedade de infecções bacterianas, fúngicas, parasitárias e virais, freqüentemente com patógenos oportunistas. Como isto pode levar a conseqüências fatais, estratégias preventivas e terapêuticas efetivas devem ser utilizadas particularmente em pacientes em terapia imunossupressora múltipla por longo tempo. Como complicação freqüente e potencialmente séria, pode ocorrer aumento de creatinina e uréia séricas durante as primeiras semanas de tratamento com SANDIMMUN. Essas alterações funcionais são dose-dependentes e reversíveis, respondendo em geral à redução da dose. Durante o tratamento prolongado, alguns pacientes podem desenvolver alterações estruturais nos rins (por exemplo, fibrose intersticial) que, em pacientes de transplante renal, devem ser diferenciadas das alterações causadas por rejeição crônica. SANDIMMUN pode também causar aumentos dose-dependentes e reversíveis da bilirrubina sérica e, ocasionalmente, das enzimas hepáticas. A monitoração cuidadosa dos parâmetros adequados para se avaliar as funções hepática e renal é necessária. Valores anormais podem necessitar de redução da dose. Para monitorar os níveis de ciclosporina no sangue total, dá-se preferência ao uso do anticorpo monoclonal específico (medida da droga original), embora se possa igualmente usar o método HPLC que também mede a droga original. Quando se usar plasma ou soro, deve-se seguir um protocolo de separação padrão (tempo e temperatura). Para a monitoração inicial dos pacientes de transplante hepático deve-se usar o anticorpo monoclonal específico ou fazer determinações paralelas, usando-se o anticorpo monoclonal específico e o anticorpo monoclonal não-específico para garantir-se uma posologia que proporcione imunossupressão adequada. Deve-se lembrar também que a concentração de ciclosporina no sangue, plasma ou soro é apenas um dos muitos fatores que contribuem para o estado clínico do paciente. Os resultados, portanto, serviriam somente como orientação para a terapia, no contexto de outros parâmetros laboratoriais e clínicos. Quando SANDIMMUN é usado em pacientes transplantados, a monitoração dos níveis sangüíneos de ciclosporina é uma importante medida de segurança. É necessário o controle regular da pressão arterial durante o tratamento com SANDIMMUN; no caso de desenvolvimento de hipertensão, deve-se instituir tratamento anti-hipertensivo adequado. Deve-se dar preferência a um agente anti-hipertensivo que não interfira com a farmacocinética da ciclosporina, por exemplo, a isradipina ou a nifedipina. Como em algumas raras ocasiões observou-se que SANDIMMUN induz leve aumento reversível dos lipídios sangüíneos, aconselha-se a realização de determinações de lipídios antes do tratamento e após o primeiro mês de terapia. Caso se observe aumento dos lipídios, deve-se considerar redução da dose e/ou restrição de gorduras na dieta. A ciclosporina aumenta o risco de hipercalemia, especialmente em pacientes com disfunção renal. Também é necessário cautela quando ciclosporina é co-administrada com diuréticos poupadores de potássio, inibidores da enzima conversora de angiotensina, antagonistas do receptor de angiotensina II e fármacos contendo potássio, bem como em pacientes com dieta rica em potássio. O controle dos níveis de potássio nestas situações é recomendável. A ciclosporina aumenta a depuração do magnésio. Isso pode levar à hipomagnesemia sintomática, especialmente no período peritransplante. O controle dos níveis séricos de magnésio é, portanto, recomendado no período peritransplante, particularmente na presença de sintomas/sinais neurológicos. Se necessário, deve ser administrada uma suplementação de magnésio. É necessário cuidado ao se tratar pacientes com hiperuricemia. SANDIMMUN deve ser mantido fora do alcance de crianças.
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