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RITALINA LA

Laboratório

Novartis Biociências S.A

Principio ativo

METILFENIDATO, CLORIDRATO

Classe

Composição

Cada cápsula contém 20, 30 ou 40 mg de cloridrato de metilfenidato. Excipientes: Cápsula de 20 mg: Esferas de açúcar, copolímero de metacrilato de amônio, copolímero de ácido metacrílico, talco, citrato de trietila, polietilenoglicol 6000, gelatina e dióxido de titânio. Cápsula de 30 mg: Esferas de açúcar, copolímero de metacrilato de amônio, copolímero de ácido metacrílico, talco, citrato de trietila, polietilenoglicol 6000, gelatina, dióxido de titânio e óxido de ferro amarelo. Cápsula de 40 mg: Esferas de açúcar, copolímero de metacrilato de amônio, copolímero de ácido metacrílico, talco, citrato de trietila, polietilenoglicol 6000, gelatina, dióxido de titânio, óxido de ferro amarelo, óxido de ferro preto e óxido de ferro vermelho.

Apresentação

Cápsula gelatinosa dura com microgrânulos de liberação modificada: Embalagens contendo 30 cápsulas de 20, 30 ou 40 mg.

Indicações

Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH, DSM-IV): RITALINA LA (cloridrato de metilfenidato, na apresentação de cápsulas de liberação modificada) está indicada para o tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). O TDAH era anteriormente conhecido como distúrbio de déficit de atenção ou disfunção cerebral mínima. Outros termos utilizados para descrever essa síndrome comportamental incluem distúrbio hipercinético, lesão cerebral mínima, disfunção cerebral mínima, disfunção cerebral menor e síndrome psico-orgânica de crianças. A eficácia de RITALINA LA no tratamento do TDAH foi estabelecida em um estudo controlado de crianças de 6 a 12 anos que satisfazem os critérios de DSM-IV para TDAH (ver Farmacodinâmica). O diagnóstico de TDAH deve ser feito de acordo com o critério DSM-IV ou com as normas na CID-10. Um diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH, DSM-IV) implica a presença de sintomas hiperativos-impulsivos ou desatentos que causaram um comprometimento antes da idade de 7 anos. Os sintomas devem causar um comprometimento clinicamente significativo, por exemplo, no desempenho social, acadêmico ou ocupacional e estar presentes em duas ou mais situações, como, por exemplo, escola (trabalho) e em casa. Os sintomas devem ser melhores explicados por um outro distúrbio mental. Em relação ao tipo desatento, pelo menos seis dos seguintes sintomas devem ter persistido durante pelo menos seis meses: falta de atenção a detalhes/erros por descuido; falta de atenção mantida; mau ouvinte; incapacidade de completar tarefas; falta de organização; evita tarefas que requerem esforço mental mantido; perde coisas; se distrai, facilmente esquecido. No tipo hiperativo-impulsivo, pelo menos seis dos seguintes sintomas devem ter persistido durante pelo menos seis meses: inquieto/mostra aborrecimento; deixa o assento, corre/pula de modo inapropriado; dificuldade com atividades tranqüilas; 'constantemente ativo', fala excessivamente, repostas impensadas; não pode aguardar sua vez; invasivo. Os tipos combinados requerem que sejam satisfeitos critérios hiperativos-impulsivos e desatentos. Considerações especiais sobre o diagnóstico de TDAH: Não se conhece a etiologia específica dessa síndrome e não há teste de diagnóstico específico. O diagnóstico adequado requer o uso não só de recursos médicos, mas também de recursos psicológicos, educacionais e sociais. O aprendizado pode ou não estar prejudicado. O diagnóstico deve basear-se na história completa e avaliação da criança e não só na presença do número necessário de caracterísitcas de DSM-IV. Necessidade de um programa de tratamento abrangente: RITALINA LA está indicada como parte integrante de um programa de tratamento total para o TDAH, que pode incluir outras medidas (psicológicas, educacionais, sociais) para pacientes com essa síndrome. O tratamento medicamentoso pode não ser indicado para todas as crianças com essa síndrome. Os estimulantes não devem ser usados em crianças com sintomas secundários a fatores ambientais (em particular, crianças submetidas a maus tratos) e/ou distúrbios psiquiátricos primários, incluindo psicose. Uma orientação educacional apropriada é essencial e a intervenção psicossocial é freqüentemente necessária. Quando as medidas remediadoras isoladas são insuficientes, a decisão de prescrever uma medicação estimulante dependerá da avaliação do médico, da cronicidade e gravidade dos sintomas da criança. Uso em longo prazo: A eficácia de RITALINA LA para uso em longo prazo, isto é, por mais de duas semanas, não foi avaliada sistematicamente em estudos controlados. Portanto, o médico que optar pelo uso de RITALINA LA durante períodos prolongados deve reavaliar periodicamente a utilidade em longo prazo da droga para os pacientes individualmente (ver Posologia).

Contra indicações

RITALINA LA (cloridrato de metilfenidato, cápsulas de liberação modificada) é contra-indicada: Para crianças com menos de seis anos de idade, uma vez que a segurança e eficácia nessa faixa etária ainda não foram estabelecidas. Para pacientes com hipersensibilidade ao metilfenidato ou a qualquer um dos componentes da formulação. Para pacientes com ansiedade, tensão e agitação, visto que o medicamento pode agravar esses sintomas. Para pacientes com glaucoma. Para pacientes com hipertireoidismo, arritmias cardíacas ou angina pectoris grave. Para pacientes com tiques motores, ou irmãos com tiques motores ou ainda com diagnóstico ou história familiar de síndrome de Tourette. Durante o tratamento com inibidores da monoaminoxidase (MAO) e também com um mínimo de 14 dias após a suspensão do tratamento com inibidores da MAO (risco de crises hipertensivas).

Posologia

Crianças a partir de 6 anos de idade: RITALINA LA (cápsulas de liberação modificada de cloridrato de metilfenidato) se destina à administração oral, uma vez ao dia, pela manhã. RITALINA LA pode ser administrada com ou sem alimento. RITALINA LA pode ser ingerida como cápsulas inteiras ou, alternativamente, pode ser administrada espalhando-se o conteúdo da cápsula em uma pequena quantidade de purê de maçã (veja instruções específicas a seguir). As cápsulas de RITALINA LA e/ou seu conteúdo (microgrânulos) não devem ser triturados, mastigados ou divididos. Administração por dispersão do conteúdo (microgrânulos) da cápsula sobre o alimento: As cápsulas podem ser cuidadosamente abertas e os microgrânulos espalhados sobre uma comida leve (e.g., purê de maçã). O purê não deve estar aquecido, porque pode afetar as propriedades de liberação modificada desta formulação. A mistura da droga com o purê deve ser consumida imediatamente por completo e não deve ser armazenada para consumo posterior. Recomendações posológicas: A dose de RITALINA LA deve ser individualizada de acordo com as necessidades e respostas clínicas dos pacientes. No tratamento do TDAH, procura-se adaptar a administração do medicamento aos períodos de maior dificuldade escolar, comportamental e social do paciente. Se o efeito do medicamento não permanecer até o início da noite, pode ocorrer insônia ou perturbações no comportamento. Tratamento inicial: A terapia com RITALINA LA só deve ser iniciada após a titulação da dose diária com RITALINA Comprimidos (metilfenidato de liberação imediata). O tratamento geralmente é iniciado com 5 mg, duas vezes ao dia, com incrementos graduais de 5 a 10 mg semanais. Após o ajuste para 10 mg duas vezes ao dia, os pacientes podem passar a receber RITALINA LA, de acordo com as diretrizes na tabela a seguir. Se necessário, podem ser realizados ajustes posológicos adicionais, como acima. Não se recomenda uma dose diária superior a 60 mg. A dose inicial recomendada de RITALINA LA é 20 mg, uma vez por dia. A posologia pode ser ajustada em incrementos de 10 mg semanais para um máximo de 60 mg/dia, ingeridos uma vez por dia, pela manhã, dependendo da tolerabilidade e grau de eficácia observada. Pacientes em tratamento com o metilfenidato: A dose recomendada de RITALINA LA para pacientes em tratamento com metilfenidato, duas vezes ao dia, é apresentada a seguir. Dose de metilfenidato anterior Dose recomendada de RITALINA LA 10 mg de metilfenidato, duas vezes ao dia 20 mg, uma vez ao dia 15 mg de metilfenidato, duas vezes ao dia 30 mg, uma vez ao dia 20 mg de metilfenidato, duas vezes ao dia 40 mg, uma vez ao dia Para outros regimes posológicos de metilfenidato, o julgamento clínico deve ser utilizado quando se seleciona a dose inicial. A dosagem de RITALINA LA pode ser ajustada em intervalos semanais com incrementos de 10 mg. Não se recomenda uma dose diária superior a 60 mg. Tratamento de manutenção: Não existem evidências de estudos controlados que indiquem durante quanto tempo o paciente com TDAH deve ser tratado com RITALINA LA. Entretanto, concorda-se geralmente que o tratamento farmacológico do TDAH pode ser necessário durante períodos prolongados. O médico que eleger usar RITALINA LA durante períodos prolongados em pacientes com TDAH deve reavaliar periodicamente a utilidade do medicamento em longo prazo para o paciente individualmente com períodos sem medicação, para avaliar seu desempenho sem farmacoterapia. A melhora pode ser mantida quando o medicamento for temporária ou permanentemente suspenso. Redução da dose e suspensão: Se ocorrer um agravamento paradoxal dos sintomas ou outras reações adversas, a posologia deverá ser reduzida ou, se necessário, o medicamento deverá ser suspenso. Se não for observada nenhuma melhora após o ajuste posólogico apropriado durante um período de um mês, o medicamento deverá ser suspenso.

Reações adversas

O programa clínico da RITALINA LA (cloridrato de metilfenidato, cápsulas de liberação modificada) foi composto de seis estudos: dois estudos clínicos controlados, realizados em crianças com TDAH, de 6 a 12 anos de idade, e quatro estudos de farmacologia clínica, realizados em voluntários adultos saudáveis. Esses estudos incluíram um total de 256 indivíduos; 195 crianças com TDAH e 61 voluntários adultos saudáveis. Os indivíduos receberam RITALINA LA em doses de 10-40 mg por dia. A segurança da RITALINA LA foi avaliada por meio de avaliação da freqüência e natureza dos eventos adversos, testes laboratoriais de rotina, sinais vitais e peso corporal. Os eventos adversos durante a exposição foram obtidos primariamente por inquirição geral e foram registrados pelos investigadores clínicos, usando a terminologia de sua própria escolha. Conseqüentemente, não é possível fornecer uma estimativa significativa da proporção de indivíduos que apresentaram eventos adversos, sem antes agrupar os tipos semelhantes de eventos em um número menor de categoriais de eventos padronizados. Nas tabelas e listas que se seguem, a terminologia MEDRA foi usada para classificar os eventos adversos relatados. As freqüências declaradas dos eventos adversos representam a proporção de indivíduos que apresentaram pelo menos uma vez um evento adverso emergente durante o tratamento do tipo arrolado. Um evento foi considerado como emergente durante o tratamento, se ele tivesse ocorrido pela primeira vez ou piorado durante o tratamento após a avaliação basal. Eventos adversos em um estudo clínico duplo-cego, controlado com placebo, com RITALINA LA: Eventos adversos emergentes durante o tratamento: Foi realizado um estudo duplo-cego, controlado com placebo, de grupos paralelos, para avaliar a eficácia e a segurança da RITALINA LA em crianças com TDAH de 6 a 12 anos. Todos os indivíduos receberam RITALINA LA durante até 4 semanas e teve sua dose ajustada otimamente, antes de entrar no período duplo-cego do estudo. Na fase de tratamento duplo-cego de duas semanas desse estudo, os pacientes receberam placebo ou RITALINA LA na dose ajustada individualmente (intervalo de 10-40 mg). O prescritor deve estar informado de que esses números não podem ser usados para prever a incidência dos eventos adversos na prática clínica habitual em que as características dos pacientes e outros fatores diferem dos que prevaleceram nos estudos clínicos. Do mesmo modo, as freqüências citadas não podem ser comparadas com os dados obtidos em outras investigações que envolvem diferentes tratamentos, usos e investigadores. Entretanto, os números citados fornecem ao médico alguma base para estimar a contribuição relativa de fatores da droga e não-droga para a taxa de incidência de eventos adversos na população estudada. Os eventos adversos com uma incidência > 5% durante o período de titulação inicial de 4 semanas, cego, com RITALINA LA deste estudo foram cefaléia, insônia, dor em região abdominal superior, apetite reduzido e anorexia. Os eventos adversos emergentes durante o tratamento com uma incidência > 2% nos pacientes tratados com RITALINA LA, durante a fase duplo-cega de duas semanas do estudo clínico, foram os seguintes: Termo preferido RITALINA LA N = 65 n (%) Placebo N = 71 n (%) Anorexia 2 (3,1) 0 (0,0) Insônia 2 (3,1) 0 (0,0) Eventos adversos associados com a descontinuação do tratamento: Na fase de tratamento duplo-cego, de duas semanas, de um estudo de grupo paralelo, controlado com placebo, em crianças com TDAH, apenas um indivíduo tratado com RITALINA LA (1/65, 1,5%) descontinuou o tratamento por um evento adverso (depressão). No período de ajuste cego desse estudo, os pacientes receberam RITALINA LA durante até 4 semanas. Durante esse período, seis indivíduos (6/161, 3,7%), no total, descontinuaram o tratamento por eventos adversos. Os eventos adversos que resultaram na descontinuação foram raiva (em 2 pacientes), hipomania, ansiedade, humor deprimido, fadiga, enxaqueca e letargia. Eventos adversos com outras formulações posológicas de cloridrato de metilfenidato: Nervosismo e insônia são as reações adversas mais comuns relatadas com outros produtos de metilfenidato. Em crianças, podem ocorrer perda de apetite, dor abdominal, perda de peso durante o tratamento prolongado, insônia e taquicardia mais freqüentemente; entretanto, também podem ocorrer quaisquer das outras reações adversas arroladas abaixo. Outras reações incluem: Cardíacas: Angina, arritmia, palpitações, pulso aumentado ou reduzido, taquicardia. Gastrintestinais: Dor abdominal, náuseas. Imunes: Reações de hipersensibilidade, incluindo erupção cutânea, urticária, febre, artralgia, dermatite esfoliativa, eritema multiforme com achados histopatológicos de vasculite necrotizante e púrpura trombocitopênica. Metabolismo/nutrição: Anorexia, perda de peso durante o tratamento prolongado. Sistema nervoso: Tontura, sonolência, discinesia, cefaléia, relatos raros da síndrome de Tourette, psicose tóxica. Vascular: Pressão arterial aumentada ou reduzida, arterite cerebral e/ou oclusão. Embora não tenha sido estabelecida uma relação causal definida, os seguintes eventos adversos foram relatados em pacientes em tratamento com o metilfenidato: Sangue/linfático: Leucopenia e/ou anemia. Hepatobiliares: Funções hepáticas anormais, que variaram de transaminases elevadas a coma hepático. Psiquiátricos: Humor deprimido transitório. Pele/subcutâneo: Alopecia. Foram recebidos relatos muito raros de síndrome neuroléptica maligna e, na maioria deles, os pacientes estavam tomando concomitantemente tratamentos associados com a síndrome neuroléptica maligna. Em um relato isolado, um menino de dez anos que vinha tomando o metilfenidato por aproximadamente 18 meses, apresentou um evento semelhante à síndrome neuroléptica maligna dentro de 45 minutos após a ingestão de sua primeira dose de venlafaxina. É incerto se esse caso representava uma interação entre drogas, uma resposta a quaisquer das drogas isoladas ou alguma outra causa.

Interações medicamentosas

O tratamento com RITALINA LA pode não ser indicado para todos os casos de TDAH e deve ser considerado somente após levantamento detalhado da história e avaliação, segundo os critérios do DSM-IV ou das normas na CID-10 (ver Indicação). A decisão de prescrever RITALINA LA deve depender da determinação da gravidade dos sintomas e de sua adequação à idade do paciente, não considerando somente a presença de uma ou mais características anormais de comportamento. Quando esses sintomas estiverem associados às reações de estresse agudo, o tratamento com RITALINA LA não é indicado. Recomenda-se cautela em pacientes emocionalmente instáveis, tais como aqueles com história de dependência de drogas ou alcoolismo, pois eles podem aumentar a dose por iniciativa própria. Ë recomendado monitoramento cuidadoso e realização periódica de hemogramas, contagem diferencial de células sangüíneas e de plaquetas, durante o tratamento prolongado com RITALINA LA, uma vez que os dados de segurança e eficácia do tratamento em longo prazo com RITALINA LA não estão bem estabelecidos. Têm sido relatados uma moderada redução no ganho de peso e um ligeiro retardo no crescimento, com o uso prolongado de estimulantes em crianças, embora não tenha sido confirmada uma relação causal. É necessária supervisão cuidadosa durante a retirada do fármaco, uma vez que isso pode precipitar depressão, assim como efeitos de hiperatividade crônica. O acompanhamento em longo prazo pode ser necessário em alguns pacientes. RITALINA LA não deve ser administrada a gestantes, a menos que o benefício potencial supere o risco potencial ao feto (ver Dados de segurança pré-clínicos). Não é sabido se a substância ativa de RITALINA LA (metilfenidato) e/ou seus metabólitos passam para o leite materno, mas por razões de segurança, as mães que estejam amamentando não devem utilizar RITALINA LA. Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas: RITALINA LA pode causar tontura e sonolência. Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.
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