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ABILIFY

Laboratório

Bristol-Myers Squibb Farmacêutica Ltda.

Principio ativo

ARIPIPRAZOL

Classe

Antipsicótico

Composição

Cada comprimido contém 10 mg ou 15 mg ou 20 mg ou 30 mg de aripiprazol, respectivamente. ABILIFY comprimidos contém os seguintes ingredientes inativos: lactose, amido de milho, celulose microcristalina, hidroxipropilcelulose, estearato de magnésio. ABILIFY contém ainda os corantes: ABILIFY 10 mg e 30 mg: óxido de ferro vermelho e ABILIFY 15 mg: óxido de ferro amarelo.

Apresentação

ABILIFY comprimidos é apresentado na concentração de 10 mg, em embalagens contendo 10 comprimidos, nas concentrações de 15 mg ou 20 mg, em embalagens contendo 10 ou 30 comprimidos ou na concentração de 30 mg em embalagens contendo 30 comprimidos.

Indicações

ABILIFY é indicado para o tratamento de episódios agudos de esquizofrenia e manutenção da melhora clínica durante o tratamento continuado. ABILIFY também é indicado no tratamento de episódios agudos de mania associados ao Transtorno Bipolar tipo I e para o tratamento de continuação (prevenção de recidivas) em pacientes com transtorno bipolar tipo I que recentemente apresentaram episódios maníacos ou mistos.

Contra indicações

ABILIFY é contra-indicado a pacientes com hipersensibilidade ao aripiprazol ou a qualquer outra substância da fórmula.

Posologia

Esquizofrenia: Adultos Recomenda-se que a dose inicial de ABILIFY seja 10 mg ou 15 mg, administrada uma vez a dia, independentemente das refeições. Doses entre 10 e 30 mg/dia foram estabelecidas como eficazes nos estudos clínicos, sendo 30 mg/dia a dose mais alta sistematicamente avaliada nos estudos clínicos. Os aumentos das dosagens não devem ser feitos antes de duas semanas, que é o período necessário para que se atinja o estado de equilíbrio. Dose para populações especiais Em geral, não é necessário ajuste de dose de ABILIFY baseado na idade, sexo, raça, tabagismo, função hepática ou renal dos pacientes. Uso pediátrico e em adolescentes A segurança e eficácia de ABILIFY para o tratamento de esquizofrenia em pacientes pediátricos e adolescentes menores de 18 anos não foram estabelecidas. Uso geriátrico Nenhum ajuste de dose é necessário para pacientes com 65 anos ou mais de idade. Porém, experimentos com esta população de pacientes são limitados. Pacientes tomando medicamentos metabolizados por CYP2D6 ou 3A4 - Ajuste de dosagem para pacientes utilizando aripiprazol e potenciais inibidores de CYP3A4: Quando ocorre administração concomitante de cetoconazol com aripiprazol, a dose de aripiprazol deve ser reduzida à metade da dose usual. Quando o inibidor de CYP3A4 for retirado, a dose de aripiprazol deve ser aumentada. - Ajuste de dosagem para pacientes utilizando aripiprazol e potenciais inibidores de CYP2D6: Quando ocorre administração concomitante de potenciais inibidores de CYP2D6 (por exemplo: quinidina, fluoxetina, paroxetina) com aripiprazol, a dose de aripiprazol deve ser reduzida a pelo menos à metade da dose usual. Quando o inibidor de CYP2D6 for retirado, a dose de aripiprazol deve ser aumentada. - Ajuste de dosagem para pacientes utilizando aripiprazol e potenciais indutores de CYP3A4: Quando um potencial indutor de CYP3A4 (por exemplo, carbamazepina) é adicionado à terapia com aripiprazol, a dose deste deve ser dobrada (para 20 ou 30 mg). Aumentos adicionais da dose de aripiprazol devem ser baseados na avaliação clínica. Quando carbamazepina é retirada da terapia de combinação, a dose de aripiprazol deve ser reduzida. Terapia de manutenção Embora não haja evidências suficientes que respondam à questão de por quanto tempo um paciente tratado com aripiprazol deva permanecer em tratamento, a avaliação sistematica de pacientes com esquizofrenia que estiveram estáveis com o uso de outras medicações antipsicóticas por períodos de 3 meses ou mais, tiveram estas medicações retiradas e substiuídas por ABILIFY 15 mg/dia e foram observados quanto a recaídas por 26 semanas, demonstrou um benefício deste tratamento de manutenção. Os pacientes devem ser periodicamente reavaliados para determinar a necessidade de tratamento de manutenção. Troca de outros antipsicóticos Nenhum dado foi sistematicamente coletado para avaliar especificamente pacientes com esquizofrenia em troca de outros antipsicóticos para o tratamento com ABILIFY, ou sobre a administração concomitante de ABILIFY com outros antipsicóticos. Enquanto a retirada imediata do atual esquema antipsicótico possa ser aceitável para alguns pacientes com esquizofrenia, para outros pode ser mais apropriada a retirada gradual. Em todos os casos, o período de sobreposição da administração dos antipsicóticos deve ser minimizado. Mania Bipolar Adultos O tratamento com aripiprazol de pacientes com episódios de mania aguda associados com Transtorno Bipolar tipo I deve ser iniciado com dose de 15 mg/dia ou 30 mg/dia, administrada uma vez ao dia, independentemente das refeições. Ajustes da dose, se indicados, devem ocorrer em intervalos de no mínimo 24 horas. A eficácia (3 a 12 semanas) foi demonstrada, em estudos clínicos, em doses entre 15 a30 mg ao dia. A segurança de doses acima de 30 mg ao dia não foi avaliada em estudos clínicos. - Dose em populações especiais Ajustes de dose não são indicados de forma rotineira com base na idade, sexo, raça ou insuficiência renal ou hepática. -Terapia de manutenção A avaliação sistemática de pacientes com Transtorno Bipolar tipo I com episódio maníaco ou misto, que estiveram sintomaticamente estáveis com ABILFY (15 mg/dia ou 30 mg/dia com dose inicial de 30 mg/dia) por 6 semanas consecutivas e depois foram randomizados para ABILIFY (15 mg/dia ou 30 mg/dia) ou placebo por pelo menos 6 meses (permanecendo por até 17 meses para observação de recaída), demonstrou um benefício deste tratamento de manutenção. Os pacientes devem ser periodicamente reavaliados para se determinar a necessidade de tratamento de manutenção.

Reações adversas

Em três estudos clínicos de aripiprazol controlados por placebo em pacientes idosos com psicose associada à Doença de Alzheimer, foram relatados eventos adversos cerebrovasculares (por exemplo, AVC, ataque isquêmico transitório), incluindo mortes (média de idade: 84 anos; variação: 78 a 88 anos). De forma geral, 1,3% dos pacientes tratados com aripiprazol tiveram eventos adversos cardiovasculares quando comparados com 0,6% dos pacientes tratados com placebo nestes estudos. Esta diferença não foi estatisticamente significativa. Entretanto, em um destes estudos, de dose fixa, houve uma relação dose resposta significativa para eventos adversos cerebrovasculares em pacientes tratados com aripiprazol. ABILIFY não é aprovado para o tratamento de psicose relacionada à demência. Síndrome Neuroléptica Maligna (SNM) A Síndrome Neuroléptica Maligna (SNM) é um complexo de sintomas potencialmente fatal, que tem sido relatado em associação à administração de drogas antipsicóticas, incluindo aripiprazol. As manifestações clínicas de SNM são hipertermia, rigidez muscular, alteração do estado mental e evidência de instabilidade autonômica (pulso ou pressão arterial alterados, taquicardia, diaforese e arritmia cardíaca). Sinais adicionais podem incluir elevação da creatinofosfoquinase (CPK), mioglobinúria (rabdomiólise) e insuficiência renal aguda. Se um paciente desenvolver sinais e sintomas indicativos de SNM, ou apresentar febre alta inexplicável sem manifestações clínicas adicionais de SNM, todas as drogas antipsicóticas, incluindo ABILIFY devem ser descontinuadas. Se um paciente requerer tratamento com droga antipsicótica após recuperação de SNM, a reintrodução da terapia medicamentosa deve ser cuidadosamente avaliada e o paciente deve ser cuidadosamente monitorizado, já que o reaparecimento de SNM já foi relatado. Discinesia Tardia Esta síndrome caracterizada por movimentos discinéticos involuntários e irreversíveis, pode se desenvolver em pacientes tratados com drogas antipsicóticas. Embora a prevalência da síndrome pareça ser maior entre indivíduos idosos, especialmente mulheres idosas, é impossível se basear em estimativas de prevalência para predizer, na introdução do tratamento antipsicótico, quais pacientes são mais propensos a desenvolver a síndrome. É desconhecido se medicamentos antipsicóticos diferem quanto ao potencial de causar discinesia tardia. Acredita-se que o risco de se desenvolver discinesia tardia e a probabilidade de que isto se torne irreversível aumentem com a duração do tratamento e com a dose total acumulada de drogas antipsicóticas administradas ao paciente. Entretanto, a síndrome pode se desenvolver, ainda que de modo muito menos freqüente, após períodos de tratamento relativamente curtos com doses baixas. Não há tratamento conhecido para casos estabelecidos de discinesia tardia, embora a síndrome possa diminuir parcial ou completamente se o tratamento antipsicótico for retirado. Entretanto, o próprio tratamento antipsicótico pode suprimir total ou parcialmente os sinais e sintomas da síndrome e, portanto, é possível que mascare o processo subjacente. O efeito que esta supressão sintomática tem ao longo do curso da síndrome é desconhecido. Dadas estas considerações, ABILIFY deve ser prescrito de modo que seja mais provável minimizar a ocorrência de discinesia tardia. Em pacientes, que de fato, requeiram tratamento crônico, a menor dose e a menor duração de tratamento que produzam uma resposta clínica adequada devem ser buscadas, e a necessidade de tratamento contínuo deve ser reavaliada periodicamente. Se sinais e sintomas de discinesia tardia aparecerem em um paciente em uso de ABILIFY, deve-se considerar redução da dose ou a retirada da droga. Estes sintomas podem temporariamente piorar ou até mesmo reaparecer após a retirada do tratamento. Entretanto, alguns pacientes podem necessitar de tratamento com ABILIFY a despeito da presença desta síndrome. Hiperglicemia e Diabetes Mellitus Hiperglicemia, em alguns casos extrema e associada a cetoacidose, coma hiperosmolar ou morte foi relatada em pacientes tratados com antipsicóticos atípicos. Houve poucos relatos de hiperglicemia em pacientes tratados com ABILIFY. Embora menos pacientes tenham sido tratados com ABILIFY, não é conhecido se esta menor experiência é a única razão para a falta de relatos. A avaliação da relação entre o uso de antipsicótico atípico e anormalidades da glicose é complicada devido à possibilidade de um aumento no risco de diabetes mellitus em pacientes com esquizofrenia e ao aumento da incidência de diabetes mellitus na população em geral. Dados esses confundidores, a relação entre o uso de antipsicótico atípico e eventos adversos relacionados a hiperglicemia não é completamente compreendida. Entretanto, estudos epidemiológicos que não incluíram ABILIFY sugerem um aumento do risco de eventos adversos relacionados a hiperglicemia em pacientes tratados com antipsicóticos atípicos inclusos nestes estudos. Como ABILIFY não estava sendo comercializado na época que esses estudos foram realizados, não é conhecido se o uso de ABILIFY pode ser associado a este aumento de risco. Estimativas precisas de risco para eventos adversos relacionados a hiperglicemia em pacientes tratados com antipsicóticos atípicos não estão disponíveis. Pacientes com diagnóstico estabelecido de diabetes mellitus que iniciaram o tratamento com antipsicóticos atípicos devem ter seu controle glicêmico monitorado regularmente. Pacientes com fatores de risco para diabetes mellitus (por exemplo, obesidade, histórico familiar de diabetes) que iniciaram tratamento com antipsicóticos atípicos devem se submeter a teste de glicemia de jejum no início do tratamento e periodicamente, durante o tratamento. Qualquer paciente tratado com antipsicóticos atípicos deve ser monitorado em relação a sintomas de hiperglicemia, incluindo polidipsia, poliúria, polifagia, e fraqueza. Pacientes que desenvolverem sintomas de hiperglicemia durante o tratamento com antipsicóticos atípicos devem se submeter à teste de glicemia de jejum. Em alguns casos, a hiperglicemia foi resolvida quando o antipsicótico atípico foi descontinuado; entretanto, alguns pacientes necessitam de continuação no tratamento anti-diabético, apesar da descontinuação da droga suspeita. Hipotensão Ortostática Devido ao potencial de antagonismo no receptor α1-adrenérgico, o aripiprazol pode estar associado à hipotensão ortostática. A incidência de eventos adversos associados à hipotensão ortostática em cinco estudos de curta duração controlados com placebo em esquizofrenia (n=926) foi: hipotensão ortostática (placebo: 1,0%; aripiprazol: 1,9%); sensação de cabeça leve na posição ortostática (placebo: 1,0%; aripiprazol: 0,9%); e síncope (placebo: 1,0%: aripiprazol: 0,6%). A incidência de eventos adversos associados à hipotensão ortostática em estudos de curta duração controlados com placebo em mania bipolar (n=597) foi: hipotensão ortostática (placebo: 0%; aripiprazol: 0,7%); sensação de cabeça leve na posição ortostática (placebo: 0,5%; aripiprazol: 0,5%); e síncope (placebo: 0,9%: aripiprazol: 0,5%). A incidência de alteração ortostática significativa na pressão arterial (definida como uma diminuição de no mínimo 30 mmHg na pressão sangüínea sistólica quando passando da posição supina para posição em pé) para o aripiprazol não foi estatisticamente diferente do placebo (em esquizofrenia: 14% entre pacientes tratados com aripiprazol e 12% entre os pacientes tratados com placebo e em mania bipolar: 3% entre pacientes tratados com aripiprazol e 2% entre os pacientes tratados com placebo). O aripiprazol deve ser usado com cautela em pacientes com doença cardiovascular conhecida (história de infarto do miocárdio ou doença cardíaca isquêmica, insuficiência cardíaca ou anormalidades da condução), doença cerebrovascular ou condições que possam predispor pacientes à hipotensão (desidratação, hipovolemia, e tratamento com medicações antihipertensivas). Convulsões Ocorreram convulsões em 0,1% (1/926) dos pacientes com esquizofrenia tratados com aripiprazol em estudos de curta duração controlados com placebo. Ocorreram convulsões em 0,3% (1/597) dos pacientes com mania bipolar tratados com aripiprazol em estudos de curta duração controlados com placebo e 0,2% (1/436) dos pacientes tratados com placebo apresentaram convulsões. Assim como com outras drogas antipsicóticas, o aripiprazol deve ser usado com cautela em pacientes com história de convulsões ou com condições que diminuam o limiar convulsivo, por ex. Demência de Alzheimer. Condições que diminuam o limiar convulsivo podem ser mais prevalentes na população de 65 anos ou mais. Potencial para Alterações Cognitivas ou Motoras Em estudos, de curta duração controlados com placebo, em esquizofrenia, relatou-se sonolência em 11% dos pacientes em uso de ABILIFY, comparado com 8% dos pacientes em uso de placebo. Em estudos de curta duração controlados com placebo, em mania bipolar, relatou-se sonolência em 14% dos pacientes em uso de ABILIFY, comparado com 7% dos pacientes em uso de placebo A sonolência levou à descontinuação da medicação em 0,1% (1/926) dos pacientes em uso de ABILIFY com esquizofrenia e não levou a descontinuação de nenhum paciente com mania bipolar em uso de ABILIFY. Apesar da baixa incidência de sonolência comparada com o placebo, ABILIFY, como outros antipsicóticos, pode apresentar o potencial de alterar o julgamento, o pensamento, ou habilidades motoras. Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas. Regulação da Temperatura Corporal Prejuízos na habilidade do organismo em aumentar ou reduzir a temperatura corporal central têm sido atribuídos a agentes antipsicóticos, incluindo aripiprazol. É aconselhável cuidado apropriado ao se prescrever aripiprazol a pacientes que passarão por condições que possam contribuir para uma elevação da temperatura corporal central, por ex., exercício extenuante, exposição ao calor extremo, administração da medicação concomitante com atividade anticolinérgica, ou condições que levem à desidratação. Disfagia A falta de motilidade do esôfago e aspiração têm sido associados ao uso de drogas antipsicóticas. O aripiprazol e outras drogas antipsicóticas devem ser usados com cautela em pacientes com risco de pneumonia aspirativa (ver: PRECAUÇÕES: uso em pacientes com doenças concomitantes). Suicídio A possibilidade de tentativa de suicídio é inerente à condição psicótica e transtorno bipolar, portanto, a terapia de pacientes com alto risco deve ser acompanhada de forma rigorosa. Prescrições de ABILIFY devem ser realizadas com a menor quantidade de comprimidos para o bom controle do paciente, de modo a diminuir o risco de superdose.

Interações medicamentosas

Durante o tratamento antipsicótico, a melhora da condição clínica do paciente pode levar dias ou algumas semanas. Os pacientes devem ser rigorosamente monitorados durante este período. Aumento da Mortalidade em Pacientes Idosos com Psicose associada à Demência Pacientes idosos com psicose associada à demência, tratados com drogas antipsicóticas atípicas, incluindo aripiprazol, apresentaram um aumento do risco de morte quando comparados ao placebo. Análise de 17 estudos controlados com placebo (duração modal de 10 semanas) nestes pacientes revelou um risco de morte nos pacientes tratados com drogas entre 1,6 a 1,7 vezes maior que nos pacientes tratados com placebo. Embora as causas de morte tenham sido variadas, a maioria dos casos de morte pareceu ser de origem cardiovascular (ex. falência cardíaca, morte súbita) ou infecciosa (ex. pneumonia). Abilify (aripiprazol) não está aprovado para tratamento em pacientes com psicose associada à demência.
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