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KEFLIN NEUTRO

Laboratório

Antibióticos do Brasil Ltda.

Principio ativo

CEFALOTINA

Classe

Antimicrobianos

Composição

Observação: cada 1,063 g de cefalotina sódica equivalem a 1 g de cefalotina. KEFLIN NEUTRO ® 1 g - Cada frasco-ampola contém: Cefalotina sódica equivalente a 1 g de cefalotina. (cada frasco-ampola contém também 30 mg de bicarbonato de sódio, como tamponante).

Apresentação

USO ADULTO E PEDIÁTRICO. Injetável via I.M.(intramuscular) ou via I.V. (intravenosa). APRESENTAÇÕES: Keflin 1g: 50 frascos-ampola com diluente (Cada ampola de diluente contém: Água Estéril para Injeção - 10 mL). Keflin 1g: 50 frascos-ampola sem diluente.

Indicações

Infecções graves causadas por cepas suscetíveis dos microrganismos descritos no item Microbiologia. Devem ser realizados testes de suscetibilidade e cultura. O tratamento pode ser iniciado antes que os resultados destes testes sejam conhecidos. Infecções do trato respiratório causadas por Streptococcus pneumoniae , estafilococos (produtores e não produtores de penicilinase), Streptococcus pyogenes , Klebsiella sp . e Haemophilus influenzae . Infecções da pele e tecidos moles causadas por estafilococos (produtores e não produtores de penicilinase), Streptococcus pyogenes , Escherichia coli , Proteus mirabilis e Klebsiella sp. Infecções do trato geniturinário causadas por Escherichia coli , Proteus mirabilis e Klebsiella sp. Septicemia causada por Streptococcus pneumoniae , estafilococos (produtores e não produtores de penicilinase), Streptococcus pyogenes , Streptococcus viridans , Escherichia coli , Proteus mirabilis e Klebsiella sp. Infecções gastrintestinais causadas por Salmonella e Shigella sp. Meningite causada por Streptococcus pneumoniae , Streptococcus pyogenes e estafilococos (produtores e não produtores de penicilinase). Infecções ósseas e articulares causadas por estafilococos (produtores e não produtores de penicilinase). Profilaxia cirúrgica: em procedimentos cirúrgicos contaminados ou potencialmente contaminados. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS: Características Químicas: A cefalotina sódica tamponada é um antibiótico semi-sintético do grupo das cefalosporinas para uso injetável. É o sal monossódico do ácido 5-tio-1-azabicíclo [4.2.0] octo-2-eno-2-carboxílico,3-[(acetiloxi)- metil]-8-oxo-7-2-[(2-tienilacetil)amino]. Cada 1 g de cefalotina sódica é tamponada com 30 mg de bicarbonato de sódio, para se obter soluções que quando reconstituídas têm pH variando entre 6 e 8,5. Nessa faixa de pH não há formação de cefalotina ácida livre, a solubilidade do produto é melhorada e o congelamento exige temperaturas mais baixas. A cefalotina sódica contém 2,8 mEq de sódio por grama. Farmacologia humana - A cefalotina é um antibiótico de amplo espectro, para administração parenteral, e é classificada como cefalosporina de primeira geração. Após a administração intramuscular de uma dose de 500 mg a voluntários normais, o nível máximo do antibiótico no soro foi, em média, 10 mcg/mL após 30 minutos; com uma dose de 1 g, a média foi de 20 mcg/mL. Após uma dose intravenosa única de 1 g de cefalotina, os níveis sangüíneos atingiram aproximadamente 30 mcg/mL após 15 minutos, tendo variado de 3-12 mcg em 1 hora, declinando para cerca de 1 mcg após 4 horas. Com infusão contínua, na proporção de 500 mg por hora, os níveis foram de 14-20 mcg/mL de soro. Doses de 2 g administradas por via intravenosa, durante um período de 30 minutos, produziram concentrações no soro de 80-100 mcg/mL após 30 minutos da infusão; os níveis variaram de 10-40 mcg/mL após uma hora e de 3-6 mcg/mL após duas horas, não sendo mensuráveis após 5 horas. 60% a 70% de uma dose intramuscular são excretados pelos rins nas primeiras 6 horas, isto resulta em altos níveis urinários, por ex.: 800 mcg/mL de urina após uma dose de 500 mg e 2.500 mcg/mL após uma dose de 1 g. A probenecida retarda a excreção tubular e quase dobra os níveis sangüíneos máximos. Os níveis no líquido cefalorraquidiano variaram de 0,4 a 1,4 mcg/mL em crianças e de 0,15 a 5 mcg/mL em adultos com processos inflamatórios das meninges. O antibiótico passa rapidamente para outros líquidos orgânicos, como o pleural, sinovial e ascítico. Estudos do líquido amniótico e do sangue do cordão umbilical demonstraram a rápida passagem da cefalotina através da placenta. Após doses únicas intramusculares de 1 g de cefalotina, foram encontrados níveis máximos nas mães entre 31 e 45 minutos após a injeção; os níveis máximos nas crianças ocorreram cerca de 15 minutos mais tarde. O antibiótico também foi encontrado na bile.

Contra indicações

A cefalotina está contra-indicada em pacientes com alergia conhecida a: antibióticos do grupo das cefalosporinas, penicilinas, derivados da penicilina e penicilamina.

Posologia

Atenção: medicamentos parenterais devem ser bem inspecionados visualmente antes da administração. Freqüentemente os hospitais reconstituem produtos injetáveis utilizando agulhas 40 x 12. Pequenos fragmentos de rolha podem ser levados para dentro do frasco durante o procedimento. Deve-se portanto inspecionar cuidadosamente os produtos antes da administração, descartando-os se contiverem partículas. Agulhas 25 x 8, embora dificultem o processo de reconstituição, têm menor probabilidade de carregarem partículas de rolhas para dentro dos frascos. KEFLIN® (cefalotina sódica) 1 g, por via Intramuscular (IM). Reconstituição: reconstituir o conteúdo do frasco-ampola com 5 mL de Água Estéril para Injeção. Se o conteúdo do frasco não se dissolver completamente, uma quantidade adicional do diluente (0,5 mL) poderá ser acrescentada e o frasco aquecido entre as mãos. O produto reconstituído é incolor. A solução reconstituída pode sofrer uma ligeira alteração de cor (escurecer), especialmente quando conservada em temperatura ambiente. Esta ligeira mudança de cor da solução não altera a potência do medicamento. Administração: injetar em grande massa muscular. Em adultos, nas nádegas (quadrante superior externo); em crianças, na face lateral da coxa. Estabilidade após reconstituição: 12 horas em temperatura ambiente (15º a 30°C) ou 96 horas sob refrigeração (2º a 8°C). Soluções refrigeradas podem precipitar, porém, são facilmente redissolvidas mantendo-as em temperatura ambiente. KEFLIN® (cefalotina sódica) 1 g, por via intravenosa (IV). IV Direta: Reconstituição: reconstituir o conteúdo do frasco-ampola com 10 mL de Água Estéril para Injeção. O produto reconstituído é incolor. A solução reconstituída pode sofrer uma ligeira alteração de cor (escurecer), especialmente quando conservada em temperatura ambiente. Esta ligeira mudança de cor da solução não altera a potência do medicamento. Administração: injetar direto na veia durante 3 a 5 minutos. A administração pode também ser feita diretamente através do tubo do equipo quando o paciente estiver recebendo soluções por via intravenosa. Estabilidade após diluição: 12 horas em temperatura ambiente (15º a 30°C) ou 96 horas sob refrigeração (2º a 8°C). Soluções refrigeradas podem precipitar, porém, são facilmente redissolvidas mantendo-as em temperatura ambiente. IV Infusão: Reconstituição: reconstituir o conteúdo do frasco-ampola com 10 mL de Água Estéril para Injeção. O produto reconstituído é incolor. A solução reconstituída pode sofrer uma ligeira alteração de cor (escurecer), especialmente quando conservada em temperatura ambiente. Esta ligeira mudança de cor da solução não altera a potência do medicamento. Diluição: diluir o produto previamente reconstituído com 100 mL de Cloreto de Sódio em Água a 0,9%, Glicose em Água a 5%, Lactato de Ringer ou Glicose a 5% em solução de Ringer Lactato. Administração: infundir durante 30 minutos. Estabilidade após diluição: 60 dias sob refrigeração (2º a 8°C). Soluções refrigeradas podem precipitar, porém, são facilmente redissolvidas mantendo-as em temperatura ambiente. Incompatibilidades: não se recomenda a mistura de cefalotina com outras medicações. A mistura de antibacterianos betalactâmicos (penicilinas e cefalosporinas) e aminoglicosídeos pode resultar em inativação de ambas substâncias. Se clinicamente necessário elas devem ser administradas separadas (não misturá-las no mesmo frasco ou numa mesma bolsa intravenosa). Se estiver utilizando a técnica em Y, suspender temporariamente a administração de uma substância enquanto se administra a outra. POSOLOGIA: São fornecidas doses médias para algumas indicações. As doses são dadas em termos de cefalotina. ADULTOS E ADOLESCENTES: Pneumonia não complicada; infecção do tracto urinário; furunculose com celulite: 500 mg cada 6 horas, via intramuscular ou intravenosa. Profilaxia cirúrgica (via intravenosa): a) 2 gramas, 30 a 60 minutos antes do início da cirurgia; b) 2 gramas durante a cirurgia com duração de 2 horas ou mais; c) 2 gramas a cada 6 horas, após a cirurgia, durante até 48 horas. Outras infecções : 500 mg a 2 g, cada 4 a 6 horas, via intramuscular ou intravenosa. Limite de doses para adultos: 12 g por dia. Adultos com Diminuição da Função Renal : quando a função renal estiver reduzida poderá ser dada uma dose inicial de 1 a 2 gramas por via intravenosa. Após essa dose inicial, as doses devem ser reduzidas utilizando o esquema abaixo, considerando o clearance de creatinina: Adultos com diminuição da função renal: 50 - 80 Até 2 g cada 6 horas; 25 - 50 Até 1,5 g cada 6 horas; 10 - 25 Até 1 g cada 6 horas; 2 - 10 Até 500 mg cada 6 horas; < 2 Até 500 mg cada 8 horas. POSOLOGIA PEDIÁTRICA: Infecções bacterianas em geral : 20 a 40 mg por kg de peso, cada 6 horas, por via intramuscular ou intravenosa; ou 12 a 25 mg pó Kg de peso, cada 4 horas, por via intramuscular ou intravenosa.

Reações adversas

HIPERSENSIBILIDADE - Em casos de hipersensibilidade, poderá ocorrer erupções cutâneas maculopapulosas, urticária, reações semelhantes às da doença do soro e anafilaxia. Eosinofilia e febre medicamentosa foram observadas associadas a outras reações alérgicas. Há maior probabilidade dessas reações ocorrerem em pacientes com história de alergia, particularmente à penicilina. SANGUE - Têm sido observadas neutropenia, trombocitopenia e anemia hemolítica. Foram relatados resultados positivos nos testes de Coombs diretos, realizados durante a terapia com cefalotina. FÍGADO - Foi notada uma elevação transitória na transaminase glutâmico-oxalacética (tgo) e na fosfatase alcalina. RIM - Foram observadas elevação de nitrogênio uréico no sangue (BUN) e diminuição do clearance de creatinina, particularmente em pacientes que apresentaram insuficiência renal anterior. O papel da cefalotina nas alterações renais é difícil de ser estabelecido, em vista de ter sido geralmente notada a presença de outros fatores que predispõem à uremia ou à insuficiência renal aguda. REAÇÕES LOCAIS - Dor, enduração, sensibilidade e elevação da temperatura têm sido relatadas após injeções intramusculares repetidas. Tem ocorrido tromboflebite, geralmente associada a doses diárias acima de 6 gramas, administradas por infusão contínua por mais de 3 dias. GASTRINTESTINAIS - Podem aparecer sintomas de colite pseudomembranosa durante ou após o tratamento. Diarréia, náuseas e vômitos têm sido relatados raramente.

Interações medicamentosas

Antes que a terapia com a cefalotina seja instituída, deve-se fazer uma pesquisa cuidadosa quanto a reações anteriores de hipersensibilidade às cefalosporinas, penicilinas, derivados da penicilina e penicilamina. Reações agudas e graves de hipersensibilidade podem requerer epinefrina (adrenalina) e outras medidas de emergência. Há alguma evidência clínica e laboratorial de alergenicidade cruzada parcial entre as penicilinas e as cefalosporinas. Pacientes têm demonstrado reações graves (incluindo anafilaxia) a ambas as drogas. Qualquer paciente que tenha demonstrado alguma forma de alergia, particularmente a drogas, deve receber antibióticos cautelosamente e quando absolutamente necessário. Foi relatada colite pseudomembranosa com todos os antibióticos de amplo espectro. Portanto, é importante considerar este diagnóstico em pacientes que apresentarem diarréia associada ao uso de antibiótico. Essas colites podem variar em gravidade de leve a gravíssima. O tratamento com antibiótico de amplo espectro altera a flora normal do cólon e pode permitir o crescimento de clostrídeos. Os estudos indicam que a toxina produzida pelo Clostridium difficile é a causa principal de colite associada ao uso de antibiótico. Casos leves de colite pseudomembranosa usualmente respondem só com a interrupção do tratamento. Em casos de colite moderada a grave, o tratamento deve incluir sigmoidoscopia, estudos bacteriológicos apropriados e suplementação de líquidos, eletrólitos e proteínas. Quando não há melhora após a interrupção da droga ou quando a colite é grave, a vancomicina oral é a droga de escolha para o tratamento de colite pseudomembranosa causada por Clostridium difficile, associada ao uso de antibiótico. Outras causas de colites devem ser excluídas. A administração inapropriada de altas doses de cefalosporinas parenterais pode causar convulsões, particularmente em pacientes com insuficiência renal. PRECAUÇÕES: A cefalotina não tem demonstrado ser nefrotóxica; contudo, concentrações séricas altas e prolongadas do antibiótico podem ocorrer com doses usuais em pacientes com redução da função renal nesses casos as doses devem ser reduzidas de acordo com o clearance de creatinina (ver posologia). Quando doses intravenosas de cefalotina maiores que 6 gramas diárias são administradas por infusão contínua, por períodos maiores que 3 dias, poderá haver o aparecimento de tromboflebite, devendo-se, por este motivo, usar as veias alternadamente. O uso prolongado de cefalotina poderá resultar em crescimento excessivo de microrganismos resistentes, sendo essencial a constante observação do paciente. Se durante a terapia ocorrer uma superinfecção, deve-se tomar as medidas apropriadas. Poderá ocorrer uma reação falso-positiva para glicose na urina com as soluções de Benedict ou Fehling ou com os comprimidos de Clinitest®, mas não com a Glico-fita®. A cefalotina pode falsamente elevar a concentração da creatinina no soro e na urina, quando determinada pela reação de Jaffe. Antibióticos de amplo espectro devem ser prescritos com cautela a pacientes com história de doença gastrintestinal, particularmente colite. USO NA GRAVIDEZ: Risco B, segundo classificação do FDA americano. Estudos de reprodução efetuados em coelhos, administrando-se doses de 200 mg/kg, não revelaram evidências de prejuízo na fertilidade ou danos fetais devido à cefalotina. Contudo, não há estudos bem controlados em mulheres grávidas. Devido ao fato dos estudos de reprodução em animais nem sempre predizerem as respostas no homem, esta droga só deverá ser usada durante a gravidez se absolutamente necessária. USO NA AMAMENTAÇÃO: As cefalosporinas são excretadas em pequenas doses no leite materno. Não foram, contudo, documentados problemas. USO EM IDOSOS: Pode ser necessária uma redução da dose de cefalotina em pacientes com insuficiência renal. Devido ao fato de pacientes idosos terem maior probabilidade de ter uma diminuição na função renal, a avaliação da função renal antes de iniciar a terapia com cefalotina é recomendada nesses pacientes. (VER POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO, ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES). INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: Um aumento na incidência de nefrotoxicidade foi relatado após administração concomitante de antibióticos cefalosporínicos e aminoglicosídeos. A probenecida aumenta as concentrações de cefalotina e pode aumentar os riscos de toxicidade. SUPERDOSE: Tratamento - Procurar por um Centro de Controle de Intoxicações ou um Hospital. Em casos de superdosagem, deve-se considerar a possibilidade de superdoses de múltiplas drogas, interação entre drogas e cinéticas pouco comuns de drogas no paciente. Se ocorrer convulsões, a droga deverá ser imediatamente suspensa; uma terapia anticonvulsivante deverá ser administrada se clinicamente indicada. Proteger a passagem de ar para o paciente e manter a ventilação e perfusão. Monitorar meticulosamente os sinais vitais do paciente, gases sangüíneos, eletrólitos séricos. Em caso de superdosagem grave pode ser considerado o uso de hemodiálise.
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