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ARDUAN

Laboratório

Meizler

Principio ativo

PIPECURÔNIO, BROMETO

Classe

Relaxantes musculares

Composição

Apresentação

USO ADULTO E PEDIÁTRICO. Arduan é um pó liófilo injetável contendo 4mg de brometo de pipecurônio acompanhado de solução diluente, para administração por via intravenosa. Embalagens contendo 1, 5, 10 ou 25 frascos-ampolas acompanhados de 1, 5, 10 ou 25 ampolas contendo 2mL de diluente. Cada frasco-ampola de ARDUAN 4mg contém: Brometo de Pipecurônio 4mg; Manitol 6mg; Cada ampola de diluente contém: Solução Fisiológica 0,9% 2mL.

Indicações

ARDUAN é indicado como complemento à anestesia geral para facilitar a entubação endotraqueal e propiciar relaxamento músculo-esquelético durante procedimentos cirúrgicos de média e longa duração. Produz um relaxamento músculo-esquelético efetivo durante, aproximadamente, 40-60 minutos. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS: ARDUAN possui como substância ativa o brometo de pipecurônio, um agente bloqueador neuromuscular não-despolarizante. ARDUAN bloqueia o processo de transmissão entre a terminação nervosa motora e o músculo estriado, ligando competitivamente a acetilcolina aos receptores nicotínicos localizados na região da placa teminal motora do músculo estriado. Ao contrário dos agentes bloqueadores neuromusculares despolarizantes, tais como a succinilcolina, ARDUAN não provoca fasciculações musculares. ARDUAN não possui atividade hormonal. A administração de inibidores de acetilcolinesterase, tais como, neostigmina, piridostigmina ou edrofônio, suspenderá a ação bloqueadora neuromuscular do ARDUAN. O efeito bloqueador neuromuscular do ARDUAN é altamente seletivo em relação ao músculo estriado. O ARDUAN não possui atividade de bloqueio de gânglios nem atividade vagolítica ou simpaticomimética, mesmo em níveis de dose várias vezes superiores à dose DE90 do medicamento (dose exigida para produzir uma diminuição de 90% da medida da contração espasmódica). Até o momento não foram observados efeitos cardiovasculares com o ARDUAN. Nos estudos de resposta à dose, foram aparentes a dose DE50 (dose exigida para produzir uma diminuição de 50% da medida vertical da contração espasmódica) e a dose DE90 para o ARDUAN, sob anestesia equilibrada, de 0,03 e 0,05mg/kg do peso corporal, respectivamente. Uma dose de 0,05mg/kg do peso corporal propiciará um relaxamento muscular adequado para uma grande variedade de procedimentos cirúrgicos durante, em média, 40 a 50 minutos. O tempo decorrido desde a administração até a ocorrência do efeito de bloqueio neuromuscular máximo (tempo de início da ação) depende da dose administrada e varia de 1,5 a 5 minutos. O menor tempo de início da ação ocorre com doses de até 0,07 - 0,08mg/kg do peso corporal. Um aumento adicional da dose provoca uma pequena redução do tempo de início da ação, porém prolonga significativamente a ação. A meia-vida plasmática do pipecurônio durante a fase de distribuição é de, aproximadamente, 3,6 (± 2, 5) minutos, após a administração intravenosa de uma dose de 0,07mg/kg do peso corporal, sob anestesia de halotano. O volume de distribuição sob condições estáveis equivale a 300 (± 78) mL/kg. A meia-vida de eliminação média do pipecurônio corresponde em média a 121 (± 45) minutos, a depuração plasmática é de, aproximadamente, 2,4 (± 0,5) mL/min/kg; sob a anestesia neuroléptica, sendo estes valores equivalentes a 7,6; 353; 161 e 1,8; respectivamente. O pipecurônio é excretado predominantemente pelos rins, principalmente, como pipecurônio não alterado. Os efeitos cumulativos de doses de manutenção repetidas são insignificantes ou inexistentes quando tais doses são administradas na recuperação de 25% do controle da medida vertical da contração espasmódica, desde que estas doses estejam entre 0,01 e 0,02mg/kg.

Contra indicações

O uso de ARDUAN é contra-indicado para pacientes que têm hipersensibilidade conhecida à substância ativa (pipecurônio e/ou íon brometo) ou a qualquer outro componente da formulação.

Posologia

A exemplo do que ocorre com todos os outros bloqueadores neuromusculares, a dosagem do ARDUAN deve ser individualizada para cada paciente. O método de anestesia, a duração esperada da cirurgia, a possível interação com outros medicamentos administrados antes ou durante a anestesia e a condição do paciente deverão ser levados em conta ao determinar a dose. Recomenda-se o uso de um estimulador do nervo periférico para monitorar o bloqueio neuromuscular e a recuperação. ARDUAN deve ser administrado por via intravenosa (como uma injeção em bolus), preferivelmente na linha de infusão rápida ou como uma infusão contínua. Como outros bloqueadores neuromusculares, ARDUAN deverá apenas ser administrado por ou sob a supervisão de clínicos experientes, os quais estão familiarizados com a ação e o uso destes medicamentos. POSOLOGIA: As seguintes doses poderão servir como diretrizes gerais para as exigências relativas à dose inicial e de manutenção do ARDUAN, a fim de assegurar o relaxamento muscular adequado durante todo o procedimento cirúrgica de média e longa duração, sob anestesia equilibrada, com e sem o uso do ARDUAN para facilitar a entubação endotraqueal. Adultos: Doses iniciais de ARDUAN para entubação e cirurgia subseqüente: Doses recomendadas: 0,08 - 0,10mg/kg de peso corporal. Com estas doses, são alcançadas condições de entubação que variam de boas a excelentes dentro de 150-180 segundos e o relaxamento muscular dura aproximadamente 60-90 minutos. Doses iniciais de ARDUAN para cirurgia seguida de entubação com succinilcolina: Doses recomendadas: 0,05mg/kg de peso corporal. Com estas doses, o relaxamento músculo-esquelético dura de 30 a 60 minutos. Doses de ARDUAN para manutenção do relaxamento muscular: Doses recomendadas: 0,01 - 0,02mg/kg de peso corporal. Estas doses de manutenção prolongam o relaxamento muscular adequado à cirurgia durante aproximadamente 30 - 60 minutos. Não é recomendado doses superiores a 0,04mg/kg de peso corporal para pacientes com insuficiência renal, podendo ocorrer uma prolongação do efeito. Crianças e neonatos: Em caso de diazepan-cetamina-fentanil-óxido nitroso aplicado em crianças, a dose sugerida é 0,08 - 0,09mg/kg. Nos neonatos, doses inferiores àquelas usadas para crianças, ou seja 0,05 - 0,06mg/kg, são sugeridas. Estas doses produzem o relaxamento adequado para intervenções cirúrgicas com duração de 25-35 minutos. Se necessário, o relaxamento muscular poderá ser prolongado durante mais 25-35 minutos através da administração complementar de um terço da dose inicial. O relaxamento residual poderá ser revertido rapidamente e com segurança, através da administração de neostigmina e atropina. - Sugere-se que em pacientes obesos a dosagem seja administrada de acordo com o peso corporal ideal. - Como os anestésicos inalatórios potencializam a ação do ARDUAN, as doses deste, de um modo geral, deverão ser reduzidas durante os procedimentos cirúrgicos nos quais tais anestésicos são utilizados. - Quando a succinilcolina for usada para a entubação, a administração de ARDUAN não é recomendada antes do desaparecimento dos efeitos clínicos desta substância. - Como ocorre com outros agentes não-despolarizantes, após a administração da succinilcolina para entubação, o tempo de início da ação do bloqueio neuromuscular com o ARDUAN poderá ser reduzido, o efeito máximo aumentado e a duração da ação prolongada.

Reações adversas

Foram relatadas, de um modo geral, reações anafiláticas e histaminóides referentes ao uso de agentes de bloqueio neuromuscular. Embora não existam evidências a esse respeito sobre ARDUAN, sempre deverão ser tomadas precauções para tratar tais reações caso elas ocorram. Especificamente no caso de reações anafiláticas anteriores conhecidas, referentes aos bloqueadores neuromusculares, deve-se ter cuidado especial ao administrar ARDUAN, uma vez que foi relatada uma reatividade cruzada alérgica entre agentes bloqueadores neuromusculares. Até a dose de 0,10mg/kg do peso corporal não houve efeitos de bloqueio de gânglios ou vagolíticos, tendo sido observado apenas um leve efeito sobre o sistema cardiovascular, pressão sangüínea ou freqüência cardíaca. Bradicardia e queda da pressão sangüínea podem ocorrer em pacientes que receberam o halotano ou fentanil na introdução da anestesia. ARDUAN não libera histamina; portanto, reações anafiláticas podem ocorrer apenas raramente. ATENÇÃO: ESTE É UM MEDICAMENTO NOVO E, EMBORA AS PESQUISAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA ACEITÁVEIS PARA COMERCIALIZAÇÃO, EFEITOS INDESEJÁVEIS E NÃO CONHECIDOS PODEM OCORRER. NESTE CASO, INFORME SEU MÉDICO.

Interações medicamentosas

Como ARDUAN provoca o relaxamento dos músculos respiratórios, é necessário providenciar respiração artificial para pacientes tratados com este medicamento, até que a respiração espontânea seja restaurada. ARDUAN não deverá ser administrado, a menos que instalações para entubação, ventilação mecânica, oxigenoterapia e antagonistas (ou seja, neostigmina, piridostigmina, edrofônio) estejam prontamente disponíveis. Foram relatadas, de um modo geral, reações anafiláticas e histaminóides referentes aos agentes de bloqueio neuromuscular. Embora não haja nenhum tipo de relato em relação ao ARDUAN, devem ser sempre tomadas precauções para o tratamento destas reações caso elas ocorram. Como ARDUAN não apresenta efeitos cardiovasculares dentro da faixa de dose mioparalítica, ele não atenua a bradicardia que pode ocorrer devido ao uso de alguns tipos de anestésicos ou devido a reflexos vagais durante a cirurgia. Portanto, a reavaliação do uso e/ou da dosagem de medicamentos vagolíticos para pré-medicação, tais como, atropina, pode ser valiosa para procedimentos cirúrgicos durante os quais a possibilidade de ocorrência de reações vagais (ou seja, o uso de medicamentos anestésicos com efeitos estimulatórios vagais conhecidos, cirurgia oftalmológica etc.). A fim de evitar superdosagens relativas e auxiliar a avaliação adequada da restauração da transmissão neuromuscular, recomenda-se o monitoramento dos efeitos do bloqueio neuromuscular pelo ARDUAN, através de um estimulador do nervo periférico, para todos os pacientes que sofram de doenças que conhecidamente alteram os efeitos farmacológicos deste composto. A exemplo do que ocorre com outros agentes bloqueadores neuromusculares, os distúrbios eletrolíticos, a alteração do pH do sangue ou a desidratação deverão ser corrigidos assim que possível. Hipotermia, hipocalemia, digitalização, tratamento diurético, hipermagnesemia, hipocalcemia (transfusão), hipoproteinemia, desidratação, acidose, hipercapnia e caquexia poderão intensificar ou prolongar o efeito do ARDUAN. Similarmente a outros relaxantes musculares não-despolarizantes, ARDUAN poderá reduzir o tempo de tromboplastina parcial e da protrombina. Reversão do efeito: O bloqueio neuromuscular desencadeado pelo ARDUAN normalmente termina espontaneamente. Se necessário, o efeito poderá ser revertido através da combinação de 1-3mg de neostigmina e 0,50-1,25mg de atropina ou através de 10-30mg de galantamina. A reversão do efeito poderá ser avaliada usando um estimulador do nervo periférico ou observando os sinais clínicos. Se necessário, o agente de reversão poderá ser administrado repetidamente. Como os sais de magnésio aumentam o bloqueio neuromuscular, a reversão do bloqueio neuromuscular induzida por relaxantes musculares pode ser insatisfatória em pacientes que foram medicados com sulfato de magnésio para a toxemia de gravidez. A dose de ARDUAN deverá, de um modo geral, ser reduzida para estes pacientes e o bloqueio neuromuscular deverá ser monitorado através de um estimulador do nervo periférico. Cirurgia cesariana: Com base nos estudos clínicos, onde ARDUAN atua como um complemento à anestesia geral durante a cesariana, fica aparente que o ARDUAN não influencia os valores Apgar, o tônus muscular e adaptação cardiovascular do feto. Não foi observada nenhuma outra evidência de qualquer efeito adverso no recém nascido. Seus estudos farmacocinéticos comprovam que pequenas quantidades de brometo de pipecurônio atravessam a barreira placentária e atingem o sangue do cordão umbilical. USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO: A duração, o efeito do bloqueio neuromuscular e o tempo de recuperação do ARDUAN podem apresentar-se prolongados em pacientes com insuficiência renal. ARDUAN não deve ser usado em pacientes com doenças hepáticas, a não ser que o possível benefício justifique o risco potencial. ARDUAN deve ser usado com cautela em pacientes com doença neuromuscular, visto que tanto o aumento quanto à diminuição do efeito bloqueador neuromuscular é possível nestes pacientes. Em pacientes que sabidamente sofrem de miastenia grave ou síndrome miastênica (Eaton Lambert), pequenas doses de ARDUAN pode ter um efeito profundo. Nestes casos, recomenda-se cautela e uso de doses muito pequenas. ESTE MEDICAMENTO NÃO DEVE SER UTILIZADO POR MULHERES GRÁVIDAS SEM ORIENTAÇÃO MÉDICA. Não houve relatos de hipertermia maligna humana em relação à administração do ARDUAN. Como ARDUAN nunca é usado sozinho e como pode ocorrer hipertermia maligna durante a anestesia, até mesmo na falta de agentes deflagradores conhecidos, os médicos deverão se familiarizar com os sinais iniciais, diagnóstico confirmatório e tratamento da hipertermia maligna, antes de administrar qualquer anestésico. Em estudo animal com suínos susceptíveis à hipertermia maligna, a administração de ARDUAN não foi associada ao desenvolvimento da hipertermia maligna. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: Foi demonstrado que os seguintes medicamentos influenciam a magnitude e/ou duração da ação dos bloqueadores neuromusculrares não-despolarizantes: Intensificação ou prolongação da ação: Anestésicos inalatórios (halotano, metoxiflurano, éter dietílico, enflurano, isoflurano, ciclopropano); anestésicos intravenosos (cetamina, fentanil, propanidina, barbitúricos, etomidato, gamahidróxibutirato); outros relaxantes musculares não-despolarizantes, antes da administração de succinilcolina; determinados antibióticos (antibióticos de aminoglicosídeo e polipeptídeo, imidazol, metronidazol etc.); diuréticos; agentes bloqueadores beta-adrenérgicos; tiamina; agentes inibidores da MAO; guanidina, protamina e fenitoína; agentes bloqueadores alfa-adrenérgicos; antagonistas de cálcio; sais de magnésio e lidocaína intravenosa. Redução da ação: Administração crônica anterior de corticosteróides, neostigmina, edrofônio, piridostigmina, noradrenalina, azatropina, teofilina, cloreto de potássio, de sódio e/ou de cálcio administrados antes da intervenção cirúrgica. Intensificação ou redução da ação: relaxantes musculares despolarizantes dados após a administração de ARDUAN podem produzir a potencialização ou atenuação do efeito do bloqueio neuromuscular (dependendo da dose, do tempo de aplicação e hipersensiblidade individual). Outros: Não é recomendado misturar ARDUAN com outras soluções ou medicamentos na mesma seringa ou bolsa. SUPERDOSE: No caso de superdosagem e bloqueio neuromuscular prolongado, o paciente deverá permanecer sob ventilação mecânica e um inibidor de colinesterase (ou seja, neostigmina, piridostigmina, edrofônio) deverá ser administrado em doses apropriadas como um antídoto.
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