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HIDANTAL INJETÁVEL

Laboratório

Aventis Pharma Ltda.

Principio ativo

FENITOÍNA

Classe

Convulsões e epilepsias

Composição

Cada mL contém: fenitoína sódica .......................... 50 mg veículo q.s.p.................................. 1 mL (álcool etílico desidratado para injetáveis, propilenoglicol, hidróxido de sódio e água para injetáveis)

Apresentação

Solução Injetável. Caixas com 50 ampolas de 5 mL.

Indicações

Crises convulsivas epilépticas e parciais. Crises convulsivas por traumatismo crânio-encefálico, secundárias e neurocirurgia. Tratamento das crises convulsivas. Desde sua introdução até o momento, numerosos aspectos de sua atividade terapêutica e tolerância pelo organismo têm sido estudados. Em decorrência disso, estabeleceram-se normas para sua administração, vigilância do aparecimento de efeitos secundários e indicações em algumas afecções não relacionadas com a epilepsia.

Contra indicações

Indivíduos que tenham apresentado reações intensas ao medicamento ou a outras hidantoínas. Pacientes que apresentam síndrome de Adam-Stokes, bloqueio A-V de 2º e 3º graus, bloqueio sino-atrial e bradicardia sinusal.

Posologia

O efeito da droga depende do estabelecimento de um teor sangüíneo de no mínimo 10 a 15 microgramas por mililitro. Por isso o estabelecimento das doses requer, algumas vezes, ajuste individual. Em geral, esses níveis eficazes são obtidos em crianças com doses proporcionalmente maiores do que nos adultos. Assim, em pacientes com peso corpóreo abaixo de 30 quilos podem ser necessárias doses diárias oscilando entre 10 e 15 miligramas por quilo de peso. Já em pacientes com mais de 30 quilogramas podem ser necessárias doses menores da ordem de 5 a 10 mg/kg. Com esse esquema posológico, quando é necessário efeito imediato, como nos controles de uma crise aguda, no estado de mal epiléptico, nas crises de arritmias, recomenda-se a forma injetável, preferentemente pela via intravenosa. A interrupção do tratamento deve ser feita de forma gradual. Em geral, as doses habituais de HIDANTAL® (fenitoína sódica) injetável são as seguintes:

Reações adversas

Colapso cardiovascular e/ ou depressão do sistema nervoso central são os eventos clínicos adversos mais importantes causados pela administração intravenosa de HIDANTAL® (fenitoína sódica). Hipotensão pode ocorrer se a droga for administrada rapidamente pela via intravenosa. Os eventos adversos clínicos mais comumente observados com o uso de HIDANTAL® (fenitoína sódica) em estudos clínicos foram: nistagmo, vertigem, prurido, parestesia, cefaléia, sonolência e ataxia. Com duas exceções, estes eventos são comumente associados à administração intravenosa da fenitoína. Parestesia e prurido, entretanto, foram muito mais freqüentemente associados à administração de HIDANTAL® (fenitoína sódica) e ocorreram mais freqüentemente com a administração intravenosa do que com a administração intramuscular. Estas sensações, geralmente descritas como prurido, queimaduras ou formigamento não foram normalmente observadas no local da infusão. O local do desconforto variou, sendo a virilha mencionada mais freqüentemente como o local envolvido. Parestesia e prurido foram eventos transitórios que ocorreram dentro de alguns minutos após o início da infusão e que geralmente desapareceram 10 minutos após a infusão de HIDANTAL® (fenitoína sódica). Alguns pacientes apresentaram sintomas durante horas. Estes eventos não aumentaram em gravidade com a administração repetida. Eventos adversos ou alterações clínicas laboratoriais concomitantes sugerindo processo alérgico não foram observados. A incidência dos eventos adversos tendem a aumentar tanto em função do aumento da dose quanto do aumento da velocidade de infusão.

Interações medicamentosas

A fenitoína deve ser administrada com cautela em casos de discrasias sangüíneas, doença cardiovascular, diabetes mellitus, funções hepática, renal ou tireoideana prejudicadas. Drogas antiepilépticas não devem ser abruptamente descontinuadas, devido ao possível aumento na freqüência de crises, incluindo status epilepticus. Quando a critério médico houver necessidade de redução da dose, descontinuação ou substituição por uma terapia alternativa, esta deve ser feita gradualmente. Entretanto, no evento de reação alérgica ou reação de hipersensibilidade, uma rápida substituição para uma terapia alternativa pode ser necessária. Neste caso, a terapia alternativa deve ser uma droga antiepiléptica não pertencente à classe das hidantoínas. Pode ocorrer hipotensão, especialmente após a administração intravenosa de fenitoína em doses elevadas e altas velocidades de administração. Após a administração de fenitoína, reações cardiovasculares graves e fatalidades foram relatadas com depressão na condução atrial e ventricular e fibrilação ventricular. Complicações graves são principalmente relatadas em idosos e pacientes gravemente debilitados. Portanto, é necessário ter cuidadosa monitoração durante a administração de grandes quantidades de HIDANTAL® (fenitoína sódica) pela via intravenosa, podendo ser necessária a redução na velocidade de administração ou interrupção da administração. HIDANTAL® (fenitoína sódica) deve ser utilizado com cautela em pacientes com hipotensão e insuficiência miocárdica grave. HIDANTAL® (fenitoína sódica) deve ser descontinuado se ocorrer o aparecimento de rash cutâneo. Se o rash for esfoliativo, purpúrico ou bolhoso, ou se houver suspeita de lupus eritematoso, síndrome de Stevens-Johnson, ou necrólise epidérmica, o uso deste medicamento não deve ser retomado e terapia alternativa deve ser considerada. Se o rash for do tipo moderado (sarampo escarlatiniforme), a terapia pode ser retomada após o rash ter desaparecido completamente. Caso o rash reapareça ao reiniciar o tratamento, HIDANTAL® (fenitoína sódica) ou outra fenitoína estão contra-indicados. Foram relatados com o uso de fenitoína casos de hepatotoxicidade aguda, incluindo casos infreqüentes de insuficiência hepática aguda. Estes incidentes foram associados com uma síndrome de hipersensibilidade caracterizada por febre, erupções cutâneas e linfadenopatia, e normalmente ocorrem dentro dos 2 primeiros meses de tratamento. Outras manifestações comuns incluem icterícia, hepatomegalia, níveis elevados de transaminase sérica, leucocitose e eosinofilia. O percurso clínico de hepatotoxicidade aguda de fenitoína varia de recuperação imediata à conseqüência fatal. Nestes pacientes com hepatotoxicidade aguda, HIDANTAL® (fenitoína sódica) deve ser imediatamente descontinuado e não deve ser administrado novamente. Complicações hematopoiéticas, algumas fatais, foram ocasionalmente relatadas como associadas à administração de fenitoína. Estas incluíram trombocitopenia, leucopenia, granulocitopenia, agranulocitose e pancitopenia com ou sem supressão da medula óssea. Houve um número de relatos que indicou a existência de uma relação entre a administração de fenitoína e o desenvolvimento de linfadenopatia (local ou generalizada), incluindo hiperplasia de nódulo linfático benigno, pseudolinfoma, linfoma e doença de Hodgkin. Embora não se tenha estabelecido uma relação causa-efeito, a ocorrência de linfadenopatia indica a necessidade em diferenciá-la de outros tipos de patologia de nódulo linfático. O comprometimento dos nódulos linfáticos pode ocorrer com ou sem sintomas e sinais semelhantes às patologias sangüíneas, como: febre, rash e comprometimento hepático. Deve ocorrer acompanhamento médico por período prolongado em todos os casos de linfadenopatia e todo esforço deve ser empregado para se alcançar o controle das crises utilizando-se drogas antiepilépticas alternativas. A ingestão aguda de álcool pode aumentar as concentrações plasmáticas de fenitoína, enquanto que o seu uso crônico pode diminuí-las. HIDANTAL® (fenitoína sódica) não está indicado para o tratamento de crises de ausência. Uma pequena porcentagem de indivíduos que foram tratados com fenitoína apresentou lenta metabolização do medicamento. O lento metabolismo pode ser justificado pela disponibilidade enzimática limitada e falta de indução o que parece ser geneticamente determinado. Adicionalmente, deve-se ter cautela ao utilizar medicamentos com estruturas similares (ex. barbitúricos, succinimidas, oxazolidinedionas e outros componentes relacionados) nestes mesmos pacientes. A fenitoína não foi freqüentemente associada à exacerbação da porfiria. Deve-se ter cautela quando HIDANTAL® (fenitoína sódica) for utilizado em pacientes com esta doença. Relatou-se hiperglicemia resultante de efeito inibitório da fenitoína na liberação de insulina. A fenitoína pode também aumentar as concentrações plasmáticas de glicose em pacientes diabéticos. As concentrações plasmáticas de fenitoína especificadas acima podem produzir estado confusional como delírio, psicose ou encefalopatia, ou raramente, disfunção cerebelar irreversível. A redução da dose de HIDANTAL® (fenitoína sódica) está indicada se a concentração de fenitoína for excessiva; caso os sintomas persistam, a administração de HIDANTAL® (fenitoína sódica) deve ser descontinuada. O fígado é o principal órgão de biotransformação da fenitoína; pacientes com insuficiência hepática, idosos, ou aqueles que estão gravemente doentes podem demonstram sinais precoces de toxicidade. A fenitoína e outras hidantoínas não estão indicadas para crises, devido a processos hipoglicêmicos ou a outras causas metabólicas. Procedimentos adequados de diagnóstico devem ser realizados nestes casos. Uso na gravidez e lactação: um número de relatos indica uma associação entre o uso de drogas antiepilépticas por mulheres epilépticas e uma maior incidência de efeitos teratogênicos em crianças nascidas destas mulheres. Os relatos indicam que uma maior incidência dos efeitos teratogênicos nas crianças de mulheres tratadas com medicamentos epilépticos não podem ser considerados como adequados para provar uma relação causa-efeito definitiva. O médico deve aconselhar as mulheres epilépticas durante a gravidez e avaliar a relação risco/ benefício. A grande maioria das mulheres epilépticas tratadas com medicamento antiepiléptico gera fetos normais. Deve-se estar atento ao fato de que o tratamento antiepiléptico não deve ser interrompido em pacientes nas quais o medicamento previne a ocorrência de crises epilépticas maiores, devido à alta possibilidade de precipitação do estado epiléptico acompanhado de hipoxia e ameaça à vida. Em casos particulares nos quais a gravidade e freqüência das crises são tais que a retirada do medicamento não representa ameaça séria ao paciente, deve-se considerar a interrupção do tratamento antes ou durante a gravidez, embora não exista segurança que mesmo crises epilépticas menores não representem algum perigo ao desenvolvimento fetal. Ocorre aumento na freqüência das crises epilépticas durante a gravidez em uma grande proporção de pacientes, devido a alteração na absorção ou metabolismo de fenitoína. Deve-se realizar monitoração freqüente dos níveis plasmáticos de fenitoína em mulheres grávidas utilizando-se a mesma como guia para um ajuste posológico adequado. Contudo, após o parto, provavelmente será indicado o retorno à posologia original. Relatou-se a deficiência da coagulação neonatal nas primeiras 24 horas após o parto em crianças nascidas de mães em tratamento com fenobarbital e/ou fenitoína. A Vitamina K tem mostrado prevenir ou corrigir esta deficiência, sendo recomendada a sua administração à mãe antes do parto, e ao recém-nascido após o parto. A lactação não é recomendada a lactantes que estejam utilizando esse medicamento, pois a fenitoína parece ser secretada em pequenas concentrações no leite materno.
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