Literatura Médica - Mudança de foco na prevenção de fraturas em idosos - British Medical Journal 2008; 336:124-6.

As fraturas representam um problema cada vez mais freqüente entre os idosos. Qualquer intervenção que reduza o risco de fraturas, tanto em nível individual quanto populacional, necessita avaliação clínica. O principal fator nas estratégias atuais de prevenção de fraturas é o rastreamento de osteoporose, por densitometria óssea (DO), tratando-se os pacientes com baixa densidade óssea com agentes anti-reabsortivos ou outros medicamentos específicos. No entanto, o fator mais fortemente relacionado às fraturas são as quedas e não a osteoporose. Apesar disso, poucos profissionais avaliam o risco de queda entre seus pacientes idosos, e nem mesmo sabem como fazê-lo. Assim, recomenda-se que seja realizada uma mudança na abordagem desses pacientes.. A DO não fornece estimativas confiáveis da real densidade mineral óssea (DMO) do paciente, podendo subestimar ou superestimar a mesma em cerca de 20% a 50%. Dessa forma, não é de se surpreender o fato de que a DMO não seja um bom preditor de fraturas. Além disso, quando diferentes aparelhos são empregados, nos mesmos pacientes, a proporção de pacientes com diagnóstico de osteoporose varia de 6% a 15%. Mais de 80% das fraturas em pequenos traumas ocorrem em pacientes sem osteoporose. Assim, a DMO fornece pouca indicação de quais pacientes sofrerão fraturas. Em parte devido a esses fatos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) ....

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