Literatura Médica - Cognição em novos usuários de ecstasy com exposição mínima a outras drogas - Archives of General Psychiatry 2007; 64:728-36.

O uso de ecstasy tem sido associado a déficits cognitivos, especialmente em relação à memória verbal. No entanto, devido à natureza transversal e retrospectiva dos estudos atualmente disponíveis, questões ainda persistem relacionadas à causa e relevância clínica desses achados. Com o objetivo de avaliar a relação entre o uso de ecstasy e o subseqüente desempenho cognitivo, Thelma Schilt e colaboradores, do Instituto para Pesquisas em Adição, de Amsterdã, Holanda, realizaram estudo publicado recentemente.. Foi conduzido estudo de coorte prospectivo, com indivíduos sem história prévia de uso de ecstasy e com alto risco de uso no futuro. O exame inicial foi realizado em abril de 2002 e abril de 2004. O acompanhamento foi realizado três anos após a primeira avaliação. Cento e oitenta voluntários (idade média de 22 anos) foram recrutados. Desses, 58 iniciaram o uso do ecstasy (dose cumulativa média de 3,2 comprimidos). Eles foram comparados a 60 indivíduos que não iniciaram o uso da droga, pareados por idade, sexo, inteligência e uso de outras substâncias. O desfecho primário foi a diferença entre os escores obtidos na avaliação inicial e na de acompanhamento, em testes neurocognitivos de atenção, memória operativa, memória visual e verbal e habilidade visual e espacial.. Na avaliação inicial, não foram observadas diferenças significativas em nenhum dos escores ....

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